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Publicado: 6/08/2013 | 19:35
Sindicalistas da América-Latina debatem desafios frente à globalização
Os desafios dos trabalhadores frente à globalização é o tema central do 2º Encontro de Trabalhadores/as da Latino-americanos, que segue até amanhã, 7 de agosto, em Luziânia (GO), abrindo uma semana de debates sobre questões específicas dos servidores públicos.

Por Geralda Fernandes/ Valmir Ribeiro
O 2º Encontro de Trabalhadores/as Latino-americanos municipais tem como objetivo construir uma unidade de ação em defesa dos servidores e dos serviços públicos. “Pelo debate, vamos buscar a unidade sindical”, ressaltou Jocelio Drummond, secretário regional da Internacional de Serviços Públicos - ISP, para as Américas, entidade coordenadora do evento, em parceria com a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, e a Confederação dos Trabalhadores no serviço Público Municipal - Confetam.
O encontro reúne 80 dirigentes sindicais da América Latina e América Central e conta com a participação de lideranças e palestrantes de países como África do Sul, Noruega, Áustria, França e Itália. Uma estrutura que envolve desde a recepção no aeroporto em Brasília, com intérpretes e tradução simultânea das palestras, foi montada para garantir a interação entre os participantes. O evento acontece no Centro de Treinamento Educacional - CTE, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria - CNTI, em Luziânia (GO).
“A CSPB encara esse evento como uma rara oportunidade em três dimensões distintas: somos entidades diferentes na forma ideológica a na forma de agir; precisamos de unidade de ação para alcançar os objetivos e metas dos servidores públicos; e construir uma estrutura orgânica que possa viabilizar essa unificação dos trabalhadores na América Latina”, destacou o presidente da Confederação, João Domingos Gomes dos Santos.
Segundo ele, a CSPB encontrou na ISP uma condição de valores que pode permitir essa unidade de ação com outras entidades. “Queremos superar nossas diferenças com a finalidade de alcançarmos a unidade que pode fortalecer o atendimento de nossas pautas. Vivemos em um momento de crise profunda do capitalismo. O Estado sem a atuação dos servidores públicos será apenas uma entidade e instância jurídica. O Brasil, hoje, pode se apresentar nesse contexto de liderar essa unidade. Finalmente, queremos abrir um canal de diálogo com os prefeitos. Queremos que todo esse desafio seja superado em prol dos servidores municipais na América Latina”, disse.
A presidente da Confetam, Vilani de Souza Oliveira, disse ter grandes expectativas quanto ao encontro, de forma que trabalhadores e trabalhadoras possam reforçar seus sindicatos. “Entendemos que o Brasil cresceu muito nos últimos 10 anos, cujo governo fez uma inversão de prioridades e conseguiu avanços importantes, principalmente na área social. Porém, infelizmente não abandonou o projeto neoliberal do governo que o antecedeu”, citando que as principais divergências dos servidores em relação ao governo estão no direito de greve, que o governo pretende restringir e limitar, e quanto à terceirização no serviço público.
Ela também criticou a composição conservadora do Congresso Nacional, “com grande representação do patronato e pouca representação dos trabalhadores”, e apresentou a entidade que preside, criada sob a influência da ISP. “A Confetam tem apenas 12 anos. É uma confederação nova, mas que já encara inúmeros desafios. Nosso trabalho é centrado na parceria com sindicatos e federações que nos auxiliam financeiramente já que os nossos recursos são escassos”, informou.
João Domingos destacou que a CSPB, ao contrário da Confetam, tem 55 anos de continua forte e consolidada. “Temos, no total, mais de 1.700, sindicatos filiados”, disse, convidando os participantes a conhecerem, no site da entidade, as posições quanto aos temas de interesse dos servidores públicos e dos trabalhadores brasileiros.
Ele falou da estrutura montada para o evento, com hospedagem transporte, grande número de intérpretes para auxiliar os estrangeiros em suas demandas, atendimento médico, com ambulância e ambulatório para atendimentos de emergência e transmissão ao vivo das principais palestras. No momento em que falava, anunciou que 1.700 pessoas acompanhavam a solenidade de abertura. No primeiro dia, o número somou mais de 5 mil acessos.
João Domingos anunciou a intenção da CSPB de colaborar para que o CTE seja transformado numa grande universidade para os trabalhadores, a exemplo da Universidade dos Trabalhadores da América Latina, da Venezuela, responsável pela formação de inúmeros dirigentes sindicais. Ao final das boas vindas das entidades realizadoras do encontro, os participantes se apresentaram, informando as entidades que representam no evento.
Fotos: Julio Fernandes e Lúcio Santos
SECOM/CSPB
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