Destaques Publicado: 29/07/2013 | 15:17

Até 2014, Brasil deve ter 60 mil escolas públicas com aulas em período integral

No Brasil, mais de 49,3 mil escolas públicas possuem atividades em tempo integral. O governo espera que até o ano que vem esse número salte para 60 mil escolas.

por Valmir Ribeiro

No Brasil, mais de 49,3 mil escolas públicas possuem atividades em tempo integral. O governo espera que até o ano que vem esse número salte para 60 mil escolas. As horas extras de atividades devem ser preenchidas com praticas esportivas, oficinas culturais e acompanhamento pedagógico obrigatório com aulas de reforço escolar em língua estrangeira, português, matemática e ciências.

“Nossa prioridade tem sido as escolas onde estão as crianças mais pobres, que são aquelas que recebem o Bolsa Família”, disse hoje (29) Dilma Rousseff, durante o programa Café com a Presidenta.

Dilma alegou que a educação em dois turnos ajuda no aprendizado de crianças e adolescentes. “Nenhum país do mundo chegou a se transformar em uma nação desenvolvida sem que as crianças tenham dois turnos na escola, nos colégios”, destacou.

Nas escolas rurais, além das atividades oferecidas nas demais escolas, os estudantes têm aulas ligadas à realidade do campo e da agricultura. Atualmente, cerca de 19,7 mil escolas rurais participam de ensino em dois turnos.

Para o Diretor de Formação Sindical da CSPB, Antônio Augusto Ferreira Gomes, a educação formal em dois turnos, conforme proposto pela presidente, seria de grande valia para os brasileiros, especialmente os das classes menos favorecidas, “se acompanhadas de uma efetiva avaliação permanente voltada para analisar a realidade de cada região que a mesma foi implantada. Devemos buscar a formação dos beneficiários de modo a atender as demandas de sua região e, em consequência disso, desestimular a migração. Em relação aos beneficiários das políticas sociais do governo, há muito já deveriam participar de cursos de capacitação profissional. Entendemos que a qualificação, tende a propiciar um futuro desligamento desses cidadãos aos programas sociais do governo e, com isso, seu benefício poderá ser utilizado por outras famílias em grave vulnerabilidade social”, disse Augusto.

Em 2013, o governo já investiu R$ 1,8 bilhão no programa de educação integral. Esses recursos, quase sempre, são repassados diretamente para a escola contratar professores e monitores, adquirir material e preparar os estabelecimentos para receber as crianças nas atividades do chamado contraturno. Para os estudantes que permanecem o dia inteiro na escola, o Ministério da Educação repassa às prefeituras recursos para garantir a alimentação.

Fonte: SECOM/CSPB com informações da AGÊNCIA BRASIL