Notícias
Publicado: 3/05/2013 | 18:56
ARTIGO: CLT 70 ANOS DE JUVENTUDE
O Brasil, em 1º de maio de 1943, no governo de Getúlio Vargas, deu vida à CLT - Consolidação das Leis do Trabalho -, por meio do Decreto-Lei nº 5.452. Setenta anos depois, o mesmo embate político travado pelos trabalhadores e a sociedade dominante naquela época é novamente reproduzido.
Por Wagner Rodrigues
O Brasil, em 1º de maio de 1943, no governo de Getúlio Vargas, deu vida à CLT - Consolidação das Leis do Trabalho -, por meio do Decreto-Lei nº 5.452.
Setenta anos depois, o mesmo embate político travado pelos trabalhadores e a sociedade dominante naquela época é novamente reproduzido. A discussão é que “a CLT está velha demais” a ponto de não mais expressar os direitos dos trabalhadores e os interesses da sociedade atual.
A verdade é que estamos diante do velho dilema entre o capital e o trabalho. De um lado, os detentores do capital privado buscam incessantemente a reformulação geral da CLT, com projetos de flexibilização dos direitos dos trabalhadores, aumento da terceirização da mão-de-obra, diminuição da carga tributária patronal, ampliação do banco de horas, fim do artigo 468 - que garante ao trabalhador o direito de não alterar o contrato de trabalho sem anuência expressa -, enfim, argumentos que ganharam força e dimensão pela organização patronal na década de 1990 com o programa neoliberal implantado no Brasil pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Agora, mais uma vez a direita conservadora do nosso país aproveita o “momento mágico” dessas sete décadas de uma legislação trabalhista que, através da garantia e respeito aos direitos sociais e trabalhistas consolidou as lutas da classe trabalhadora brasileira, para disfarçar a crise financeira que assola a Europa, Ásia e praticamente todo o mundo capitalista desenvolvido.
É válido lembrar que o sistema capitalista – nacional e internacional – modifica constantemente suas bases, provocando crises financeiras sem precedentes nas diferentes economias nacionais, o que gera mudanças de comportamento e atuação, principalmente no campo social e trabalhista. O Brasil, até o presente momento, está fora dessa grande crise que assola as estruturas do capitalismo mundial. Porém, os operadores do mercado querem globalizar as medidas que vêm diminuindo gradativamente o papel da classe trabalhadora na sociedade européia.
É preciso, ainda, destacar o outro lado dessa questão. Após a década de 1990, os movimentos sociais e sindicais começaram a se articular em organizações sólidas, que garantiram aos trabalhadores a ampla defesa dos seus direitos e prerrogativas, principalmente com o reconhecimento das centrais sindicais. Defender o papel do trabalhador frente à sociedade é defender a CLT, com novos avanços e sem retrocessos. Por isso, a luta dos trabalhadores acontece no sentido de garantir outros instrumentos jurídicos na legislação vigente, como a ratificação da Convenção 158, que propõe “o fim da demissão sem justa causa”, ou seja, retira das mãos dos patrões um dos mais graves instrumentos de coerção contra os trabalhadores.
O papel da CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – é o de reagir e reforçar a defesa dos trabalhadores e de sua lei maior, a CLT, combatendo o discurso fácil do proselitismo do capital, de que ela não acompanha a modernidade e os avanços da sociedade.
Compreender nosso papel significa entender que a CLT – Consolidação das Leis do Trabalho - possui apenas setenta anos de existência e sua maioridade não se traduz no seu tempo de existência, mas sim no dinamismo da ampla defesa que ela faz da classe trabalhadora, da garantia dos direitos e dos avanços sociais para os próximos setenta anos.
* Secretário Geral da CTB-SP
Dirigente Nacional da CSPB
Presidente Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto
O Brasil, em 1º de maio de 1943, no governo de Getúlio Vargas, deu vida à CLT - Consolidação das Leis do Trabalho -, por meio do Decreto-Lei nº 5.452.
Setenta anos depois, o mesmo embate político travado pelos trabalhadores e a sociedade dominante naquela época é novamente reproduzido. A discussão é que “a CLT está velha demais” a ponto de não mais expressar os direitos dos trabalhadores e os interesses da sociedade atual.
A verdade é que estamos diante do velho dilema entre o capital e o trabalho. De um lado, os detentores do capital privado buscam incessantemente a reformulação geral da CLT, com projetos de flexibilização dos direitos dos trabalhadores, aumento da terceirização da mão-de-obra, diminuição da carga tributária patronal, ampliação do banco de horas, fim do artigo 468 - que garante ao trabalhador o direito de não alterar o contrato de trabalho sem anuência expressa -, enfim, argumentos que ganharam força e dimensão pela organização patronal na década de 1990 com o programa neoliberal implantado no Brasil pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Agora, mais uma vez a direita conservadora do nosso país aproveita o “momento mágico” dessas sete décadas de uma legislação trabalhista que, através da garantia e respeito aos direitos sociais e trabalhistas consolidou as lutas da classe trabalhadora brasileira, para disfarçar a crise financeira que assola a Europa, Ásia e praticamente todo o mundo capitalista desenvolvido.
É válido lembrar que o sistema capitalista – nacional e internacional – modifica constantemente suas bases, provocando crises financeiras sem precedentes nas diferentes economias nacionais, o que gera mudanças de comportamento e atuação, principalmente no campo social e trabalhista. O Brasil, até o presente momento, está fora dessa grande crise que assola as estruturas do capitalismo mundial. Porém, os operadores do mercado querem globalizar as medidas que vêm diminuindo gradativamente o papel da classe trabalhadora na sociedade européia.
É preciso, ainda, destacar o outro lado dessa questão. Após a década de 1990, os movimentos sociais e sindicais começaram a se articular em organizações sólidas, que garantiram aos trabalhadores a ampla defesa dos seus direitos e prerrogativas, principalmente com o reconhecimento das centrais sindicais. Defender o papel do trabalhador frente à sociedade é defender a CLT, com novos avanços e sem retrocessos. Por isso, a luta dos trabalhadores acontece no sentido de garantir outros instrumentos jurídicos na legislação vigente, como a ratificação da Convenção 158, que propõe “o fim da demissão sem justa causa”, ou seja, retira das mãos dos patrões um dos mais graves instrumentos de coerção contra os trabalhadores.
O papel da CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – é o de reagir e reforçar a defesa dos trabalhadores e de sua lei maior, a CLT, combatendo o discurso fácil do proselitismo do capital, de que ela não acompanha a modernidade e os avanços da sociedade.
Compreender nosso papel significa entender que a CLT – Consolidação das Leis do Trabalho - possui apenas setenta anos de existência e sua maioridade não se traduz no seu tempo de existência, mas sim no dinamismo da ampla defesa que ela faz da classe trabalhadora, da garantia dos direitos e dos avanços sociais para os próximos setenta anos.
* Secretário Geral da CTB-SP
Dirigente Nacional da CSPB
Presidente Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
CSPB participa de reunião extraordinária do Instituto Servir Brasil e reforça unidade pela aprovação do PL 1893/2026 (5790 views • 07/07/2026)
02
CSPB intensifica articulação para construir consenso e viabilizar aprovação da negociação coletiva no serviço público (5461 views • 10/07/2026)
03
CSPB celebra avanço histórico da negociação coletiva e convoca mobilização nacional pela aprovação do PL 1893/2026 (5024 views • 02/07/2026)
04
CSPB repudia perseguição a dirigentes sindicais e anuncia reação política e jurídica em defesa da liberdade sindical (4944 views • 15/07/2026)
05
CSPB lança ‘Carta de Compromisso 2026’ para pautar a defesa do serviço público nas eleições (4823 views • 09/07/2026)
06
CSPB reforça articulação por consenso para viabilizar aprovação do PL da Negociação Coletiva (4742 views • 08/07/2026)
07
FMI reconhece fracasso das privatizações e aponta nova onda estatal (4652 views • 01/07/2026)
08
Nota Técnica do MPT fortalece atuação dos sindicatos na fiscalização de contratos terceirizados (4646 views • 21/07/2026)
09
CSPB e Sindfazenda reforçam parceria em defesa dos servidores públicos e da negociação coletiva (4397 views • 02/07/2026)
10