Destaques Publicado: 12/03/2013 | 10:10

CENTRAIS REIVINDICAM 10% DO PIB NA EDUCAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA

A 7º Marcha das Centrais Sindicais e Movimentos Sociais, em sua pauta de reivindicações, abriu espaço para temas de interesse nacional, entre eles o que sugere o investimento de 10% do PIB na Educação.

A 7º Marcha das Centrais Sindicais e Movimentos Sociais, em sua pauta de reivindicações, abriu espaço para temas de interesse nacional, entre eles o que sugere o investimento de 10% do PIB na Educação. O Presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), João Domingos, destacou a importância de maiores investimentos em educação para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Ele alertou sobre a necessidade de aproveitarmos o bom momento, sobretudo do ponto de vista econômico, para equipararmos esses investimentos aos de outras nações em desenvolvimento. “A grande diferença em desfavor do Brasil frente a outros países do BRIC, é exatamente o investimento em educação”, disse Domingos.

Segundo o presidente da CSPB, países como Japão e Coréia do Norte conquistaram enormes avanços econômicos e sociais, investindo percentuais expressivos do PIB na educação. Portanto, “essa reivindicação de 10% do PIB é inclusive muito tímida. O governo deveria ter a própria iniciativa de oferecer mais que isso. Mas isso é o mínimo que a classe trabalhadora reivindica, porque nós entendemos que a partir de um investimento maciço na educação que geramos empregos, que é o que mais nos interessa, e emprego gera oportunidades de crescimento para o País e a soma de tudo isso se transforma no crescimento da sociedade”, concluiu João Domingos.

Reforma Agrária

Outra importante reivindicação que entrou na pauta da Marcha dos Trabalhadores é a que trata da intensificação da reforma agrária no Brasil. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas de Moraes, destacou o importante papel social da reforma agrária e sua relevante colaboração e incentivo à agricultura familiar. O líder sindical reconhece avanços nas políticas públicas de estímulos à reforma agrária nos governos petistas, porém, Vagner considera que esses estímulos ainda estão muito aquém da necessidade nacional. “A nossa necessidade é muito maior do que fez o governo” disse o sindicalista.

Para presidente da CUT “o governo precisa destravar a reforma agrária. Sabemos que as terras estão caras, por que os decretos de desapropriação da terra estabelecem que o governo precisa pagar, para os latifundiários, valores exorbitantes. Mas o governo precisa superar isso, tem de diminuir o valor pago, tem que fazer a distribuição da terra, tem que combater o latifúndio, tem que construir propriedades rurais sustentáveis para os trabalhadores para que eles possam produzir de maneira sustentável através da agricultura familiar”, concluiu Vagner.

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SECOM/CSPB