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Publicado: 10/07/2012 | 16:08
GREVE NAS UNIVERSIDADES COMPLETA UM MÊS SEM NEGOCIAÇÃO
A greve dos servidores de Universidades Federais completa no dia 11 de Julho, um mês de paralisação das atividades. Nesta terça-feira, 10, foi realizada reunião com membros de sindicatos para tentar elaborar ações que pressionem o governo, que ainda não propôs nenhuma alternativa para encerrar a greve.
Reunidos em Brasília, representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra), se reuniram com membros da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), para que a associação fortaleça o movimento em relação à falta de propostas ou debates com o governo.
Segundo a coordenadora de Educação da Fasubra, Rosangela Costa, a greve é radical para chamar a atenção do governo e fazer com que ele proponha soluções efetivas para a categoria. “A nossa greve é radical, nos fechamos BRs e prédios para forçar o governo a nos atender e negociar, ao invés de reprimir o movimento, como a exemplo do comunica que corta os salários dos grevistas. Nós não vamos recuar”.
As principais reivindicações da classe são a falta de reajuste e a falta de valorização por parte do governo, que não apresenta perspectivas para os trabalhadores técnico-administrativos das universidades federais. Outra reclamação do movimento é o descumprimento de um acordo firmado na greve de 2007, e que tem como referência à estruturação e à segmentação da carreira da categoria.
O movimento pede ainda um piso inicial de três salários mínimos, o reposicionamento dos aposentados, a equiparação do anexo IV que é um percentual pago de acordo com o aumento de escolaridade do servidor, ascensão funcional que se iguala ao antigo concur
Para a coordenadora de mulheres trabalhadoras da Fasubra, Antonieta Xavier, a sociedade coloca o servidor público como um vilão, pois é a sociedade que tem um salário muito defasado. “A sociedade tem que ver que o servidor é colocado no lugar de um vilão, mas é a sociedade que tem um salário baixo, tanto que o Dieese coloca que o salário mínimo deveria ser de mais de R$2 mil reais. Não é o servidor que ganha muito, é a população que ganha valores muito baixos”.
Ainda segundo Antonieta Xavier, a greve vai continuar até o governo tomar uma atitude que possa conciliar os dois lados. “Nós nunca vamos desistir da luta, enquanto houver desigualdades, nós vamos estar em prol tanto dos trabalhadores, tanto da iniciativa privada, quanto do serviço público federal, estadual e municipal”.
SECOM - CSPB por Andressa Oliveira
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