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Publicado: 20/06/2012 | 10:19
NCST SEGUE FIRME COM PARTICIPAÇÃO NA RIO +20
A delegação da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) segue sua participação na Rio +20, contribuindo com os debates e discussões no Riocentro por um mundo mais sustentável e justo para os trabalhadores brasileiros.

A delegação da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) segue sua participação na Rio +20, contribuindo com os debates e discussões no Riocentro por um mundo mais sustentável e justo para os trabalhadores brasileiros.
Entre os dados apresentados pelos trabalhadores na passeata, do último domingo, 17, estavam “A ‘Economia Verde’ nacional está manchada de vermelho com o sangue das vítimas de acidentes de trabalho”; “Brasil, a quarta potência mundial em acidentes de trabalho: mais de 800 mil vítimas por ano”; “Em cinco anos, mais de quatro milhões de acidentes de trabalho no Brasil: mais de 18 mil mortes e mais de 80 mil trabalhadores incapacitados” e “Marcados para ficarem inválidos: diariamente mais de 30 trabalhadores ficam inválidos”.
No Brasil, a cada dia morrem cerca de nove trabalhadores por acidentes de trabalho no Brasil. Dados alarmantes, que preocupam, não só os trabalhadores de um modo geral, mais também a diretoria da Nova Central.
Os debates sobre "Florestas" e “Segurança Alimentar e Nutricional”, do último domingo, contaram com parte da Delegação da Nova Central: Sônia Zerino, Diretora para Assuntos das Mulheres e Juventude, O Presidente da Nova Central do Maranhão, Raimundo Henrique e Edir Santana Pereira, Representante da Nova Central do Pará.
Já na segunda-feira, 18, foi a vez de a sociedade civil participar dos painéis de discussões dos “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”, que abordou os temas: "Energia Sustentável para Todos" e "Água". A Delegação da Nova Central participou das discussões e apresentou propostas. O Diretor de Comunicação da Nova Central, Sebastião Soares, defendeu o uso sustentável do cerrado brasileiro, com valorização do trabalho. “A Nova Central participa da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, com posicionamento definido, apoiando os biomas brasileiros, em defesa de condições de trabalho e de remuneração digna, como pressuposto básico para qualquer forma ou cor de desenvolvimento sustentável”, explica.
Entre os dirigentes da Nova Central que participaram do debate sobre o tema “Água”, estiveram: Sebastião Soares, Diretor de Comunicação da Nova Central; o Presidente da NCST/BA, José Ramos; Raimundo Henrique, Presidente da NCST/MA; Edir Santana Pereira Queiroz, Representante da Nova Central do Pará; Antônio Erivaldo, Presidente da NCST/PB; Divino Marques, Presidente da NCST/MT; Rudney Carvalho, Presidente da NCST/MS; Sônia Zerino, Diretora para Assuntos das Mulheres e Juventude da Nova Central.
Entre os 10 temas propostos pela sociedade civil para tratar das questões da "Água", apenas três predominaram: 1) Implantação do direito à água, 2) Reforço na implantação do planejamento e gerenciamento integrado de água, energia e terra em todas as escalas e 3) Adoção de políticas globais mais ambiciosas para lidar com as necessidades da água e de saneamento de uma forma segura.
MARCHA
Entre os dirigentes da Nova Central que participaram da passeata esteve: o Secretário Geral da Nova Central, Moacyr Roberto Tesch; Sebastião Soares, Diretor de Comunicação da NCST; o Presidente da Nova Central da Bahia, José Ramos; Raimundo Henrique, Presidente NCST/MA; Edir Santana Pereira Queiroz, Representando a Nova Central do Pará; Sebastião José, Presidente da NCST/RJ; Mauro Zica, Presidente da NCST/GO; Roosvelt Dagoberto Silva, também da Nova Central de Goiás; Antônio Erivaldo, Presidente da NCST/PB; Divino Marques, Presidente da NCST/MT; Rudney Carvalho, Presidente da NCST/MS; Valter Souza, Presidente da NCST/RS; Sônia Zerino, Diretora para Assuntos das Mulheres e Juventude da Nova Central; Fernado Bandeira, Diretor para Assuntos Parlamentares, Organização Política da Nova Central.
A Diretoria da Nova Central, durante a mobilização, não hesitou em ressaltar sobre a importância da participação da NCST na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
“Não é possível que haja sustentabilidade sem trabalho decente. Aproveito para convocar as centrais sindicais a se unirem, em uma só voz, uma só força, e assim possamos sensibilizar as autoridades para que haja maior valorização e respeito ao trabalhador”, conclamou Sebastião Soares. O diretor lembrou ainda que a Rio+20, antes de tratar das questões ambientais, deve tratar de questões humanas.
Outros dirigentes da Nova Central acompanharam a passeata, manifestando suas lutas e bandeiras, lembrando da união entre as centrais, desigualdade entre gêneros, a discriminação racial e a realização da "Cúpula dos Povos" onde se concentram, paralelamente a Conferência, boa parte dos movimentos sociais .
Para finalizar a passeata foram fixadas várias cruzes na areia, simbolizando mais de 2 milhões de trabalhadores que já morreram por doenças ocupacionais, em acidentes de trabalho no Brasil.
DOCUMENTO
Um documento contendo pontos convergentes sobre o protagonismo dos trabalhadores na questão ambiental foi apresentado na Conferência, dia 11 de junho, às 13h, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Na ocasião, representantes da Nova Central, Força Sindical, Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e União Geral de Trabalhadores (UGT) reafirmaram a posição de que as organizações sindicais são peça-chave na discussão sobre os rumos do planeta, principalmente pelo fato de o sindicalismo ser o segmento mais organizado do movimento social e pela contribuição histórica à construção de sociedades democráticas e progressistas.
A RIO+20 discute ,entre outros temas, a questão das indústrias responsáveis por cerca de 80% das emissões de dióxido de carbono que empregam pouco mais de 8% da força de trabalho nos países industrializados, segundo o relatório Rumo ao Desenvolvimento Sustentável: Oportunidades de Trabalho Decente e Inclusão Social em uma Economia Verde.
O levantamento, divulgado no dia 31 de maio, mostrou que o atual modelo de desenvolvimento não tem mais eficiência na geração de emprego e trabalho decente no mundo. Estimativas apresentadas no documento advertem que caso os países insistirem nos atuais moldes de produção e consumo, em duas décadas o nível de produtividade dos países, em todo o mundo, cairá 2,4%.
A sociedade civil terá posição de destaque na Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A participação é resultado de uma iniciativa inédita do governo brasileiro, os “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”, que conta com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). As sessões serão de 16 a 19 de junho e reunirão, no plenário principal, no Riocentro, conferencistas de diferentes áreas e países.
Ao estabelecer essa ponte inovadora entre a sociedade civil e os chefes de Estado, a intenção do governo brasileiro e das Nações Unidas é reforçar a participação pública na Rio+20. A estratégia foi dividida em dois momentos: no primeiro, uma plataforma criada na internet funcionou como espaço amplo e interativo de troca de informações entre representantes de movimentos sociais, academia, ONGs e empresários do mundo todo. Os diálogos virtuais trataram de dez temas e foram coordenados por especialistas de dez universidades brasileiras e de outras 20 instituições estrangeiras, na proporção de três para cada eixo temático.
No segundo momento, a discussão é presencial e tem como ponto de partida as recomendações mais votadas e aprovadas na primeira etapa. Representantes da sociedade civil, pré-inscritos nos diferentes painéis, podem acompanhar de perto os debates. O público estimado é de 2 mil pessoas por sessão. São dez painéis que abordarão temas como segurança alimentar, energia e cidades sustentáveis.
Cada sessão resulta em três recomendações que serão repassadas aos chefes de Estado e de governo, presentes na Cúpula de Alto Nível.
Transmissão ao vivo: TV NBR
Com informações da Ascom/NCST
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