Destaques Publicado: 30/05/2012 | 16:54

NOVA DIRETORA DA CNTI TOMA POSSE EM BRASÍLIA

A nova diretoria da CNTI tomou posse nesta terça-feira, 29, em solenidade realizada na casa de eventos Porto Vittoria, em Brasília. Os titulares e suplentes receberam das mãos do presidente, José Calixto Ramos, o certificado de membro diretor da entidade. Os 50 membros tomaram posse para assumir um mandato de quatro anos.



A nova diretoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) tomou posse nesta terça-feira, 29, em solenidade realizada na casa de eventos Porto Vittoria, em Brasília. Os titulares e suplentes receberam das mãos do presidente, José Calixto Ramos, o certificado de membro diretor da entidade. Os 50 membros tomaram posse para assumir um mandato de quatro anos pelo período 2012-2016.

Para Calixto Ramos, a expectativa é ainda maior porque, a cada vez que se renova um mandato, aumenta a responsabilidade. “Nós temos que atingir alguma coisa que deixamos de fazer para valorizar o mandato que se inicia. A luta é normal, ela continua e é incessante. Mudamos algumas pessoas para dar uma nova versão àquela administração, mas no final das contas, é um trabalho que procede. A CNTI começou relativamente pequena e hoje é uma grande entidade, acima de tudo com o respeito que é verificado nessa solenidade de posse”, disse com orgulho.

O evento contou com a presença de nomes importantes do movimento sindical, políticos e representantes do governo, dentre eles o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh), Moacyr Tesch; o diretor de finanças da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Fernando Borges; o vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Lourenço do Prado; o presidente da Força Sindical, Dep. Paulo Pereira da Silva (PDT-SP); Secretário Adjunto de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), André Grandizoli; o Deputado João Dado (PDT-SP); diretor-adjunto da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Stanley Gracek; o assessor da Secretaria Geral da Presidência da República, José Lopes Feijó.

O representante da CSPB, Fernando Borges, elogiou a atuação de Calixto Ramos à frente da CNTI, e também da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST). “Acima de tudo, vê-se o grande exemplo que o Calixto tem sido na organização sindical, mostrando que a idade só tem acumulado com ele experiência e sabedoria, que está sendo levada aos poucos aos locais onde ainda não se tinha uma igualdade”, confia.

O diretor destacou ainda a presidência do Calixto Ramos para os avanços nas lutas dos servidores brasileiros. “O Calixto tem sido o primeiro presidente da CNTI por muitos anos, mas tem sido porque tem tido competência, continuou sendo porque mostrou que é exatamente o anseio e o reflexo que os trabalhadores da indústria desejam. Em segundo lugar, porque como homem que tem demonstrado experiência levou à Nova Central a mesma ideia focada e voltada para abrigar e ampliar a participação dos servidores públicos e, por isso, mais do que tudo, toda a sua diretoria que, nessa hora, se engajam na luta, tenham sucesso”.

O presidente se mostrou orgulhoso com o reconhecimento. “A gente fica um pouco orgulhoso, mas lhe confesso que o que eu faço é com naturalidade. Uma das coisas que me envolve muito é eu saber ouvir, respeitar as opiniões, falar nas horas necessárias e tentar somar em tudo que for possível. O que não for, trabalhamos em linhas diferentes. Trabalhando com esse princípio, não é preciso pisar em ninguém, machucar ninguém, até porque o campo é vasto, há muito que se fazer e o movimento sindical não para, é uma instituição que não morre, nós morremos e ele fica”.

PROJETOS


Os diretores estão entusiasmados e ansiosos com os próximos quatro anos de mandato que vêm pela frente. Acompanhar os projetos que correm no Congresso Nacional e lutar pelos direitos dos trabalhadores continuam sendo as principais bandeiras de luta da entidade.

“Os projetos são os que estamos acompanhando no Congresso, os que mais almejamos como os de 40 horas semanais, por exemplo. A expectativa dos quatro anos pra gente é a união que estamos tendo, de todas as categorias, esperando que isso fique coeso para vencermos essa batalha do trabalhador, porque ultimamente, de uns 10 anos para cá, o movimento sindical está lutando para não perder as nossas conquistas”, disse o secretário-geral da CNTI, Aprígio Guimarães.

Para Sônia Maria, Secretária para Assuntos da Mulher, Idoso e Juventude, a meta é continuar o bom trabalho que vem sendo realizado junto à presidência da entidade. “Temos desenvolvido atividades com as mulheres, trabalhando pela igualdade de salários, por menos descriminalização. Trabalhamos também com a questão da juventude, pois temos que preparar novas lideranças para dar continuidade a esse nosso trabalho em defesa dos trabalhadores brasileiros e também dos idosos, que nem todos são aposentados”, esclareceu.

Além dos diretores da CNTI, outras lideranças sindicais destacaram os planos para o movimento. Além de parabenizar a nova diretoria, Paulinho da Força convocou os companheiros para continuar as lutas pelos trabalhadores. “Isso aqui é muito importante, é uma das principais Confederações do Brasil, com milhões de trabalhadores. Quero parabenizar toda a diretoria e convocar os companheiros para darmos continuidade na luta pelo fim do fator previdenciário e pela regulamentação da contribuição sindical”.

DISCURSO



O discurso de posse do presidente da CNTI, José Calixto Ramos, emocionou os presentes. Durante sua fala, o sindicalista contou um pouco da sua história de vida. De infância pobre vivida no interior do Pernambuco, ele relatou que começou a trabalhar aos nove anos de idade como vendedor dos bolinhos que os pais fabricavam para poder ajudar nas despesas de casa. Depois, um pouco mais velho, Calixto trabalhou como “frete” ajudando as senhoras a transportar as compras nas feiras livres.

“É bom que lembremos um pouco da nossa vida. Quem me vê nesse microfone, quem me conhece há pouco tempo não sabe quem foi o Calixto do passado, não tem a menor ideia, mas o Calixto que hoje é considerado um homem rico de saúde, de amigos, de companheirismo. Não sabe que o Calixto foi aquele menino pobre, sem infância e que começou a sua labuta ainda pequeno, mas sem carteira assinada, sem lei que o protegesse”, disse.

Calixto relembrou com orgulho os passos honestos que deu para chegar onde está. “Foi um pouco da vida do Calixto que hoje está aqui ainda sobrevivendo, sem infância, sem aniversário, isso não existe para o Calixto, mas Deus é tão bom que, mesmo sem ter a comida normal diária, de três refeições, hoje estou aqui contando um pouquinho dessa história. Não há necessidade de pisarmos em ninguém para vencermos na vida, é só um pouco de perseverança, respeito às pessoas, companheirismos, tratamento ético, acima de tudo, e aí nós tocamos a vida e eu cheguei aqui com meus quase 84 anos de idade”.

O presidente da CNTI agradeceu a Deus e à família pelo seu sucesso como sindicalista e o sucesso das entidades que conduz. “Estou aqui com um grupo de colegas e, naturalmente, vamos trabalhar com alguns sangues novos nessa diretoria e que vai dar uma ênfase maior ao trabalho que estamos desenvolvendo. Esse é um momento de gratidão. Por isso nesse agradecimento, tenho que agradecer a Deus por tudo isso e por ter essa oportunidade e até facilidade de fazer amigos. Posso afirmar que devo ter inimigos, mas são tão poucos que não me movem. Queria também agradecer aos meus familiares, minha esposa, meus filhos meus netos que, muitas vezes, se privam do meu relacionamento, porque estou na rua, trabalhando”.

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL

Durante a solenidade, a importância da contribuição sindical para a manutenção das entidades no país foi citada por muitos dos sindicalistas presentes. “Essa é uma luta que estamos travando há algum tempo, de enfrentar o Ministério Público e, muitas vezes, a Justiça que decide contra os Sindicatos. Hoje, os trabalhadores só têm direitos graças ao movimento sindical e à luta que nós e os companheiros do passado travamos, então é importante contribuir. Mas acho que é importante regulamentar a contribuição no Congresso e ela está ainda paralisada na Comissão do Trabalho”, disse o Deputado Federal pelo PDT de São Paulo e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva.

“O que nós estamos fazendo é uma convocação do movimento sindical para enfrentar essa discussão publicamente da importância de os trabalhadores pagarem os seus sindicatos, então é uma luta que devemos travar nos próximos dias”, acrescentou Paulinho da Força.

Além dele, o secretário geral da CNTI, Aprígio Guimarães criticou a atitude da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de querer acabar com a contribuição. “O problema da contribuição sindical é que tem muita gente que está desvirtuando essa luta, como é o caso de outra Central que quer acabar com isso, que só quer aparecer em cima de nós. Isso não vai resolver, conforme foi dito aqui porque as Centrais Sindicais estão coesas nisso e não adianta de nada. O Ministério do Trabalho não fiscaliza e, nas cidades pequenas, são os Sindicatos que seguram o trabalhador. Acabar com a contribuição é um absurdo”.

Para o representante do MTE, André Grandizoli, a contribuição sindical é um importante instrumento para a organização sindical brasileiro. “Há bastante debates no que diz respeito à obrigatoriedade. Esse é um tema que merece ser tratado junto com o movimento sindical e os trabalhadores para que não reste dúvida da necessidade do financiamento das organizações sindicais de forma a manter o trabalho que essas organizações vêm fazendo indiscutivelmente para a democracia do país”, concluiu.

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CSPB – SECOM por Priscilla Castro