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Publicado: 3/05/2012 | 13:51
NOVO MINISTRO DO TRABALHO TOMA POSSE
O Deputado Federal Brizola Neto (PDT/RJ) tomou posse nesta quinta (03), como o novo Ministro de Estado do Trabalho e Emprego. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto durante a manhã. Na parte da tarde, o Ministro e as Centrais Sindicais participaram da transmissão de cargo no auditório no MTE.
O Deputado Federal Brizola Neto (PDT/RJ) tomou posse nesta quinta (03), como o novo Ministro de Estado do Trabalho e Emprego. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto durante a manhã. Na parte da tarde, o Ministro e as Centrais Sindicais participaram da transmissão de cargo no auditório no MTE. Dentro do PDT três nomes disputavam o lugar deixado pelo ex-ministro Carlos Lupi, além do Deputado Brizola Neto, o Secretário Geral do PDT, Manoel Dias e o Deputado Vieira da Cunha. Brizola Neto foi escolhido não só por sua experiência política, mas também pela sua bagagem familiar. O novo ministro é neto de Leonel Brizola, militante desde o início das lutas de valorização da classe trabalhadora do país.
A posse de Brizola Neto encerra um período de 5 meses em que o Ministério do Trabalho esteve sem ministro, desde a queda de Carlos Lupi, por denúncias de envolvimento no pagamento de propina de Organizações Não Governamentais (ONG’s) ligadas a pasta.Para a presidente Dilma Rousseff, um dos maiores desafios do ministro mais jovem de seu governo é a redução de juros e a valorização da moeda brasiliera, “ Um pais estavel é um país onde sua população possa crescer através da educação e da valorização do trabalhador. Essa é nossa missão. Nossa responsabilidade é abaixar juros e fazer com que as taxas sejam compatíveis com os preços do mercado, além de ter um câmbio livre de políticas”, completou Dilma Rouseff.
TRANSMISSÃO DE CARGO
Durante a transmissão de cargos no auditório do MTE, as Centrais Sindicais GT, CTB, CGTB, CUT, Força Sindical e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) foram convidadas a se manifestar.
Para o presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e diretor financeiro da NCST, João Domingos dos Santos, a posse do novo ministro é recebida com muita expectativa, mas também com muita confiança. "Passamos o ano de 2011 com o Ministério com problemas políticos e de gestão, o que ocasionou um certo esvaziamento do MTE. Hoje vivemos uma situação muito esdrúxula, na qual o MTE é visto como uma espécie de “botim” onde cada outro órgão de governo vem e retira um laco de poder. Nós, da NCST e da CSPB, não aceitamos isso. Tanto que fomos ao STF exigir que o MTE seja o único órgão de governo que tenha competência técnica e legal para gerir o universo das relações de trabalho no Brasil", disse.
Além disso, os representantes do setor público destacaram a importância da regulamentação da Convenção 151 da OIT. "Acreditamos que o Ministro dará todo o encaminhamento para agilizarmos a regulamentação da Convenção 151, que é o importante para uma categoria de mais de 10 milhões de trabalhadores do serviço público", disse o Secretário Nacional do Setor Público UGT, Lineu Mazzano.
Para Antônio Neto, Presidente da Central Sindical de Profissionais (CSP), o DNA do Ministro não pode ser esquecido. "A escolha é fantástica, começando pelo DNA do Ministro. Acompanhou Brizola 10 anos como secretário pessoal, tem no seu sangue, na sua vida e na sua história o trabalhismo. Nada mais justo que o Ministério do Trabalho, que é parceiro dos Sindicatos, dos trabalhadores, que tem o lado a defesa do trabalhador, venha alguém com esse pedigree, com essa história e que possa cumprir um papel bonito", disse.
Na cerimônia, Brizola Neto se disse emocionado e honrado com o novo cargo. O Ministro firmou compromisso de desenvolver o trabalhismo, no apoio ao interesse dos trabalhadores. "Temos consciência da importância do MTE e do seu papel de, no conjunto das relações de trabalho, ser uma espécie de protetor do elo mais fraco dessa relação, compreendendo o papel do capital do empresariado nacional na geração de emprego e desenvolvimento do nosso país. Compreendendo também que o empresariado nacional tem consciência que seu maior capital é justamente o capital humano. É a partir dessa compreensão das relações humanas, do papel do MTE e das suas funções de governo, que nós assumimos essa responsabilidade", afirmou Brizola. Assista ao vídeo da matéria.
*Matéria atualizada no dia 05/05
SECOM – CSPB
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