Notícias Publicado: 31/01/2012 | 14:31

PLANALTO DIMINUIRÁ RITMO DE CONVOCAÇÃO DE SERVIDORES APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO

Governo decide que nomeações de quem passou em concurso público vai atrasar até quando novo fundo previdenciário do funcionalismo federal (Funpresp) for aprovado e trava batalha com Congresso Nacional.

 


No primeiro ano do governo Dilma Rousseff, foi registrada uma queda de 44% do volume de nomeações, em comparação com 2010 e a tendência é o ritmo diminuir ainda mais até que deputados e senadores votem o projeto que cria o Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais - Funpresp.

Com esta pressão, deputados voltam do recesso com a missão de colocar o Funpresp como item principal da fila de votações.


O fundo modifica o regime de contribuição do serviço público, unificando o funcionalismo aos trabalhadores da iniciativa privada na regra que estabelece o teto de R$ 3,9 mil para contribuições e aposentadorias. Quem ganha acima de R$ 3,9 mil e quiser se aposentar com o salário da ativa terá outro desconto salarial que pode chegar a 8,5% para contribuir com o fundo, que será uma espécie de caderneta de poupança para custear a aposentadoria acima do teto da Previdência Social. Atualmente, os servidores contribuem com 11% dos rendimentos e se aposentam com salário integral.

Nomeações e concursos públicos não podem ser realizados nos três meses que antecedem a disputa, porém, a regra abre exceções para provisões de vagas em caso de concursos homologados antes dos três meses das eleições, cargos do Judiciário, Ministério Público e tribunais de contas, e nomeação necessária a serviços considerados inadiáveis, de acordo com o artigo 73 da Lei nº 9.504, de 1997, que rege as eleições,

América Latina

O Chile tentou fazer a mudança que o Brasil está prestes a aprovar a Previdência Complementar, mas a experiência não deu certo e o fundo acabou extinto.


Secom/ CSPB