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Publicado: 4/01/2012 | 12:12
POLICIAIS MILITARES E BOMBEIROS DE FORTALEZA RECUSAM PROPOSTA DO GOVERNO E MANTÉM GREVE
Policiais querem, já no primeiro ano, a incorporação ao salário da gratificação de R$859 paga aos policiais do turno da noite.Governo ofereceu 23% de reajuste, mas a categoria exige, no mínimo, 80% de 2012 a 2015.

Decisão dos agentes de segurança pública de Fortaleza- CE de manter paralisação provoca insegurança e faz com que o comércio, escolas públicas e repartições fechem as portas, nesta terça-feira (3). A greve começou última quinta-feira (29/12).
Não houve expediente na maioria das repartições públicas. Os correios detiveram as entregas de correspondência, os bancos reforçaram a segurança e, em algumas agências, o trabalho terminou mais cedo e até os agentes de trânsito paralisaram as atividades alegando falta de segurança para trabalhar. O clima de medo deixou as ruas do Centro e de outros bairros de Fortaleza desertas.
Presidente Dilma Rousseff autorizou o envio de mais tropas da Força Nacional a Fortaleza, onde já estão 800 homens para suprir as necessidades da população da capital cearense.
O cabo Flávio Sabino, presidente da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Ceará, disse que o governo ofereceu 23% de reajuste, mas a categoria exige, no mínimo, 80% de 2012 a 2015. E os policiais querem, já no primeiro ano, a incorporação ao salário da gratificação de R$859 paga aos policiais do turno da noite. Todos eles receberiam a quantia, independentemente do turno. "A gente pede 80% a 100%, e o governo apresenta reajuste de 23%, e só para este ano e acabou. Não teria nem em 2013, nem em 2014, apenas o índice da inflação" - afirmou Sabino.
Apesar de a Justiça do Ceará ter determinado o retorno imediato de policiais e bombeiros ao trabalho, por decisão da desembargadora Sérgia Miranda, expedida na noite de segunda-feira (2), pelo menos 90% dos PMs mantiveram ontem os braços cruzados - cerca de 10 mil homens.
Os PMs do Ceará reivindicam, além do reajuste salarial, redução da jornada de trabalho de 46 para 40 horas semanais e anistia dos servidores que participaram dos protestos para elevar o piso.
O não retorno ao trabalho acarreta multa diária de R$500 para cada militar, e de R$15 mil para associações que apoiam o movimento, de acordo com decisão judicial. Secom/CSPB
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