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Publicado: 25/10/2011 | 13:17
MÉDICOS DO SUS FAZEM MANIFESTAÇÃO E PARALISAM ATIVIDADES
100 mil médicos do Sistema Único de Saúde- SUS fazem manifestação em 19 estados e em alguns deles paralisam atividades eletivas. Eles reivindicam melhores condições de trabalho e remuneração justa, nesta terça-feira (25), dia em que haverá audiência na Câmara Federal para debate sobre a Convenção 151 da OIT.
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No dia em que a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil- CSPB se reúne com representantes de Centrais Sindicais, servidores e parlamentares, para audiência 100 mil médicos do Sistema Único de Saúde –SUS fazem manifestação em 19 estados, e em alguns paralisam suas atividades, em protesto contra as más condições de trabalho e a baixa remuneração. Os atendimentos de emergência além de tratamentos como: quimioterapia e hemodiálise serão mantidos.
Serão remarcados os Atendimentos não emergenciais, as cirurgias eletivas e consultas ambulatoriais. Em São Paulo e Santa Catarina, a paralisação será pontual. No restante do país, incluindo do Distrito Federal, haverá apenas manifestações.
Para o Conselho Federal de Medicina - CFM, a baixa remuneração impede que os médicos se fixem no SUS. "O profissional faz concurso para a rede pública só para enriquecer seu currículo", disse o vice-presidente da Associação Médica Brasileira –AMB, no Centro-Oeste, Lairson Vilar Rabelo. "Depois, ele agradece e vai embora”, diz Lairson.O presidente da Comissão Pró-SUS do CFM, Aloísio Tibiriçá, disse que muitos deles nem chegam a cumprir o estágio probatório.
A entidade pede um mínimo de R$ 9.688, pois a média do salário base é de R$ 1,9 mil. Na Bahia, por exemplo, o piso é de R$ 723,81.
No Distrito Federal, os cinco mil médicos da Secretaria de Saúde manterão os atendimentos. Como forma de protesto, o Sindicato dos Médicos colocará no ar um site no qual fará denúncias a respeito das condições de trabalho. O principal problema levantado foi a demanda superior à capacidade de atendimento, seja por escassez de profissionais ou por falta de estrutura.
O presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, Marcos Gutemberg Fialho, pontua que Paranoá há um hospital novo, moderno, mas que não terminou de ser instalado. Segundo Gutemberg, Faltam médicos, pessoal administrativo e equipamentos e que os profissionais não tem segurança nem condições de trabalho.
Secom/CSPB com Correio Brasiliense
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