Notícias nos Estados Publicado: 15/08/2011 | 10:48

MA: GREVE NO TJ VAI CONTINUAR

Juiz auxiliar diz que greve é imotivada. Porém, enquanto os servidores não receberem suas indenizações com correção a greve não vai parar.

Diante da paralisação dos servidores do Tribunal de Justiça do Maranhão o juiz auxiliar, Raimundo Bógea se manifestou contra dizendo que “a greve é imotivada”. A greve que teve início na última semana terá continuidade até que as reivindicações sejam atendidas. O diretor da CSPB Aníbal Lins, diz que “a greve vai continuar até que o TJ se sente com os trabalhadores e negocie”.



Sobre a database o juiz argumentou que conforme a Constituição Federal, o artigo 37, inciso 10, é de iniciativa privada do Poder Executivo a concessão do realinhamento anual, assim como a fixação para reposição de perdas inflacionárias. Desde 1º de maio os trabalhadores estão esperando este reajuste. “Queremos que os servidores públicos tenham suas indenizações garantidas, com a correção destes benefícios”, reivindica o diretor Aníbal.

O juiz Bógea explicou que o TJMA vem aplicando seus recursos de forma planejada, com respaldo financeiro, que o permite propor o reajuste no percentual de 6,01% ao seu quadro de pessoal, mas somente a partir do ano que vem, retroativo a 2011.

“Os outros estados brasileiros e até o Governo Federal não vêm repondo aos seus servidores as perdas inflacionárias. No Maranhão, a situação é diferente: aqui o TJ só deixou de repor esse ano, mas o fará no ano que vem, retroativo a 2011. Não haverá perdas. Quanto aos auxílios-alimentação e saúde, ambos sofreram reajustes regulares na atual gestão. Em relação ao fato de a direção do Tribunal priorizar obras, em detrimento de investimento para servidores, essa informação não é verdadeira, pois as verbas destinadas às obras e ao pagamento de pessoal são oriundas de rubricas orçamentárias diferentes”, ressaltou o magistrado.

“É extremamente louvável a manifestação dos trabalhadores, pois, é um direito deles, e a greve vai continuar até que haja uma negociação”, Aníbal Lins.
 

Secom/CSPB