Destaques Publicado: 26/04/2011 | 10:30

JUÍZES FEDERAIS VÃO PARALISAR NESTA QUARTA-FEIRA

Os juízes federais fazem paralisação nacional nesta quarta-feira, 27. Em todo o país vão haver manifestações em frente aos tribunais e uma caminhada pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Os juízes federais vão realizar uma paralisação nacional, nesta quarta-feira, 27. A decisão de cruzar os braços foi aprovada por 76% dos juízes, no mês passado, em assembléia da categoria. Diante da iniciativa, o Conselho da Justiça Federal (CFJ) decidiu que vai descontar um dia de trabalho do salário dos que aderirem ao movimento.

Os juízes prometem buscar meios para garantir o direito à paralisação e à grave, sem desconto salarial. O presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), João Domingos, manifestou apoio integral à paralisação e atentou para a urgência de se regulamentar o direito de greve dos servidores público no Brasil, garantido pela Convenção 151, da Organização Internacional do Trabalho.

"A sociedade tem uma pressão muito forte para regulamentar o direito de greve do setor público por que a falta de regulamentação faz com que todas as greves dos servidores sejam judicializadas", explica. Quanto à decisão do CFJ, Domingos avalia que a  instituição precisa estar atenta para não cometer arbitrariedades. "Um eventual excesso cometido pelo Conselho é algo de proporção e de consequências que não se pode mensurar".

Nesta quarta-feira, os juízes federais vão fazer manifestações em Brasília e São Paulo, com debates nos tribunais. Na capital federal, vai haver uma caminhada pela Esplanada dos Ministérios até o Congresso Nacional.

A categoria reivindica mais segurança no trabalho, já que os juízes são alvo freqüente de organizações criminosas; reajuste salarial de 14,79%; melhores condições de trabalho e direito à licença prêmio, que é concedida a promotores do Ministério Público.

Essa pode ser a primeira vez que juízes realizam greve no Brasil. Em 1999, a categoria ameaçou parar as atividades, mas foram atendidos em suas reivindicações e o ato foi cancelado.

SECOM – CSPB