Destaques Publicado: 5/04/2011 | 16:07

SINDICATO DIVULGA PESQUISA SOBRE PERFIL DO SERVIDOR DO JUDICIÁRIO

Sindicato do estado de Alagoas realiza Seminário de Formação Sindical, em Maceió, e apresenta pesquisa sociológica sobre o perfil dos servidores do Poder Judiciário alagoano. 

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Alagoas (SERJAL) realizou, no último sábado, em Maceió, o Seminário de Formação Sindical, para apresentar e debater a pesquisa “Análise do perfil sociológico do trabalhador público do judiciário de Alagoas .

A pesquisa, de autoria do professor de Sociologia da Unesp, Giovanni Alves, analisou pontos, como sexo, faixa etária, escolaridade e o nível de satisfação com trabalho dos servidores do judiciário alagoano. Foram entrevistados cerca de 600 trabalhadore, efetivos e não-efetivos,  de dez municípios do estado.

O relatório preliminar da pesquisa concluiu que 65% dos trabalhadores são mulheres, 50% da categoria tem curso superior completo ou em andamento e que mais da metade dos servidores declararam que, muitas vezes, trabalham além da jornada de trabalho estabelecida.

A pesquisa, realizada em fevereiro deste ano, revelou, também que 53% dos servidores são sindicalizados, mas não participam das assembléias de suas entidades representativas. “Essa pesquisa é um passo para conhecermos a nossa categoria, assim poderemos trabalhar em cada ponto para tentar melhorar a qualidade de vida do servidor alagoano”, declarou o presidente do SERJAL, Ednor Gonzaga Júnior.

Um vídeo-documento, apresentado durante o evento, com depoimentos de servidores do estado, mostra as condições precárias de trabalho. Segundo o sociólogo Giovanni Alves, esse pode ser um fator para o alto índice de adoecimento da categoria. “Apesar dessa pesquisa ter sido feita em Alagoas, reflete os problemas em todo o Brasil”, revela Giovanni Alves.

A presidente da Federação Nacional dos Servidores do Poder Judiciário nos Estados e diretora da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Maria José Santos da Silva, vai dar andamento a pesquisas, como esta, iniciadas em outros estados. “É necessário que os sindicatos conheçam os seus servidores senão não há a possibilidade de trabalhar com eles”, afirma.

Após apresentação das pesquisas, cerca de 50 servidores se reuniram em grupos de trabalho para fazer sugestões de aprimoramento à pesquisa.

SECOM - CSPB