Destaques Publicado: 15/02/2011 | 15:55

CENTRAIS VÃO NEGOCIAR O MÍNIMO NA CÂMARA

As centrais sindicais devem passar o dia reunidas com parlamentares negociando um salário mínimo de R$ 560, em vez dos R$ 545 já prometidos pelo governo. A votação está marcada para amanhã (16).

As centrais sindicais devem passar o dia reunidas com parlamentares negociando um salário mínimo de R$ 580, em vez dos R$ 545 já prometidos pelo governo. A votação está marcada para amanhã (16).

Na quarta-feira, as centrais pretendem reunir milhares de manifestantes na Esplanada dos Ministérios, aproveitando para tratar de uma pauta mais extensa, que vai desde o salário mínimo à Campanha Salarial Nacional Unificada do Funcionalismo.

Hoje (15), o dia na Câmara dos Deputados foi marcado por reuniões e protestos pelo salário mínimo. À tarde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reúne em comissão geral com os deputados para explicar as justificativas do governo de estabelecer um mínimo de R$ 545.

Os sindicalistas aproveitaram o ato para conversar com os parlamentares no sentido de conscientizá-los para a importância da aprovação do valor de R$580 para a classe trabalhadora.

O governo diz que não dará mais que R$ 545. As centrais, que reivindicam R$ 580, defendem que o aumento do salário mínimo reflita o bom momento da economia e que contemple os trabalhadores – como o foram vários setores patronais durante a crise, quando receberam incentivos fiscais, isenção tributária total por determinados períodos e linhas de financiamento com taxas de juros subsidiadas pelo Estado.

A Nova Central convida as diretorias estaduais e a sua base de entidadades filiadas para que façam esforço para estarem em Brasília nesse dia. “Só a nossa luta poderá consquistar um salário mínimo de R$ 580, correção da tabela do imposto de renda e reajuste digno para os proventos dos aposentados”, publicação do website da entidade.

Fontes: Agência Brasil e Nova Central