Destaques Publicado: 6/01/2011 | 22:55

GOVERNO DO RIO DE JANEIRO QUER VALORIZAR SERVIDORES DA EDUCAÇÃO

A pretensão do Governador Sérgio Cabral esbarra no principal problema enfrentado pela categoria, baixos salários. Professores, em função da desvalorização salarial, estão abandonando a profissão. “... é crescente a evasão de professores das escolas, em busca de melhores oportunidades”, Teresinha Machado, diretora de Assuntos Educacionais da CSPB.

As recentes declarações do governador Sérgio Cabral de que, em seu novo mandato, pretende colocar o Rio de Janeiro entre os cinco melhores em Educação no país, segundo a presidente da União dos Professores Públicos no Estado (Uppe-Sindicato), Teresinha Machado da Silva, só será concretizada caso o governo priorize a valorização salarial do magistério, principalmente a do professor de ensino básico.


Segundo a dirigente sindical, o magistério, apesar dos baixos salários, continua sendo profissão de grande procura, conforme demonstram os concursos públicos para o cargo. Contudo, cada vez mais a profissão, em sua opinião, acaba sendo apenas um trampolim para outra atividade e no caso do ensino básico (as séries iniciais do antigo curso primário), uma etapa transitória na vida do professor.


“O piso atual é de R$610,38, ou seja, cada vez mais próximo do salário mínimo, que passou para R$540. Desse modo, é crescente a evasão de professores das escolas, em busca de melhores oportunidades. Os professores novatos, embora talentosos, não possuem a experiência e levam tempo para adquiri-la. Quando começam a criar vínculos com a escola são obrigados a deixá-la, pois se sentem desvalorizados salarialmente”, alegou.

Na opinião da professora Teresinha Machado, é preciso maior sensibilidade dos governantes para a questão da carga horária do magistério. “O Piso Nacional do Magistério foi fixado para carga horária de 40 horas, quando o adequado é em torno de 20h ou no máximo 22 horas. Ou olhamos o magistério como uma profissão de ponta ou vamos continuar amargando a situação de país de terceira categoria, mesmo que em termos econômicos passemos a ser a quinta economia do mundo”, assinalou.

A presidente da Uppes, que também é diretora de Assuntos Educacionais da Confederação dos Servidores Públicos no Brasil (CSPB), disse que tanto a presidente Dilma Rousseff, como o governador Sérgio Cabral, no caso do Estado do Rio, deveriam ter em mente a necessidade de transformar o magistério em “profissão de ponta”, fazendo da carreira “algo atrativo para os jovens, além de prestigiar os professores mais antigos, incluindo o aposentado”.

Fonte: Revista do Turismo