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Publicado: 30/06/2010 | 13:18
DF: SERVIDORES DA UNB VOTAM FIM DA GREVE PRÓXIMA TERÇA
Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira, 29, os servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (Unb) decidiu votar a suspensão da greve na próxima terça-feira, 6 de julho. É a primeira vez que a categoria considera o fim da paralisação, que já dura 109 dias.
Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira, 29, os servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (Unb) decidiu votar a suspensão da greve na próxima terça-feira, 6 de julho. É a primeira vez que a categoria considera o fim da paralisação, que já dura 109 dias.
A reunião foi marcada por discursos favoráveis e contrários à proposta do Comando de Greve. Mas, se depender da reação da maioria dos cerca de 300 funcionários presentes, a paralisação deve continuar por tempo indeterminado.
O fim da greve estava condicionado ao julgamento de liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a continuidade do pagamento dos 26,05%, mas sem previsão para o recebimento do documento e com a ordem judicial de retomar serviços essenciais, como o Hospital Universitário (foto) e o Restaurante Universitário (RU), parte dos grevistas defenderam a volta às atividades.
Outro grupo, no entanto, condicionou o fim da greve à manutenção dos 26,05% para toda a categoria. Hoje, cerca de 500 servidores – que entraram no quadro a partir de outubro de 2008 – não recebem a URP. Os demais recebem com cortes. Apesar de a maioria dos cerca de 3 mil servidores estarem trabalhando normalmente nos campi, serviços essenciais continuam parados na universidade. Entre eles, a Biblioteca Central, o Almoxarifado e algumas secretarias de unidades acadêmicas.
O Serviço de Apoio Técnico (SAT) da UnB fechou as portas no último dia 24 de junho. A Prefeitura do Campus divulgou e-mail explicando que o local havia sido lacrado pelo Comando de Greve. No entanto, os grevistas negam a ação e afirmam que a paralisação dos serviços ocorreu pela adesão dos funcionários à greve. O SAT é responsável, entre outras ações, pelo auxílio técnico nas atividades acadêmicas, como o fornecimento de projetores e a manutenção de aparelhos eletrônicos. No mesmo dia em que os servidores decidem se param ou continuam a greve, está marcado um novo protesto em frente ao STF, que entra em recesso a partir da próxima quinta-feira, 1º de julho.
Na página “Eu Estudante” do Correioweb, servidores se pronunciaram sobre o fim da greve. Segundo o dirigente do Sindicato dos trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), Luís Carlos de Sousa, não há mais um consenso entre os representantes do Comando de Greve. “O desespero e a ansiedade sobre a liminar (do STF) que não sai é cada vez maior, o que vem desgastando o movimento. Estamos fazendo greve contra o judiciário, o que não adianta. Ministro nenhum vai se dobrar diante da paralisação. Nossa greve não surte mais efeito e é hora de pensar uma saída estratégica”.
Já o servidor do Instituto de Química, Rogério Marzola, acredita que “falar que a greve não surte mais efeito é mentira”. Para ele, a categoria não deve suspender o movimento. “Estou angustiado e desesperado. Apesar de trabalhar na UnB há 23 anos, faço parte do grupo que, desde janeiro, não recebe um centavo da URP e tenho cinco filhos em casa para criar. Nosso movimento foi declarado legal pela justiça (TRF). Não podemos aceitar as pressões pelo fim do movimento. Se os mais antigos vão receber a URP este mês é por causa da pressão que a greve vem fazendo.”
Fonte: CorreioWeb
A reunião foi marcada por discursos favoráveis e contrários à proposta do Comando de Greve. Mas, se depender da reação da maioria dos cerca de 300 funcionários presentes, a paralisação deve continuar por tempo indeterminado.
Outro grupo, no entanto, condicionou o fim da greve à manutenção dos 26,05% para toda a categoria. Hoje, cerca de 500 servidores – que entraram no quadro a partir de outubro de 2008 – não recebem a URP. Os demais recebem com cortes. Apesar de a maioria dos cerca de 3 mil servidores estarem trabalhando normalmente nos campi, serviços essenciais continuam parados na universidade. Entre eles, a Biblioteca Central, o Almoxarifado e algumas secretarias de unidades acadêmicas.
O Serviço de Apoio Técnico (SAT) da UnB fechou as portas no último dia 24 de junho. A Prefeitura do Campus divulgou e-mail explicando que o local havia sido lacrado pelo Comando de Greve. No entanto, os grevistas negam a ação e afirmam que a paralisação dos serviços ocorreu pela adesão dos funcionários à greve. O SAT é responsável, entre outras ações, pelo auxílio técnico nas atividades acadêmicas, como o fornecimento de projetores e a manutenção de aparelhos eletrônicos. No mesmo dia em que os servidores decidem se param ou continuam a greve, está marcado um novo protesto em frente ao STF, que entra em recesso a partir da próxima quinta-feira, 1º de julho.
Na página “Eu Estudante” do Correioweb, servidores se pronunciaram sobre o fim da greve. Segundo o dirigente do Sindicato dos trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), Luís Carlos de Sousa, não há mais um consenso entre os representantes do Comando de Greve. “O desespero e a ansiedade sobre a liminar (do STF) que não sai é cada vez maior, o que vem desgastando o movimento. Estamos fazendo greve contra o judiciário, o que não adianta. Ministro nenhum vai se dobrar diante da paralisação. Nossa greve não surte mais efeito e é hora de pensar uma saída estratégica”.
Já o servidor do Instituto de Química, Rogério Marzola, acredita que “falar que a greve não surte mais efeito é mentira”. Para ele, a categoria não deve suspender o movimento. “Estou angustiado e desesperado. Apesar de trabalhar na UnB há 23 anos, faço parte do grupo que, desde janeiro, não recebe um centavo da URP e tenho cinco filhos em casa para criar. Nosso movimento foi declarado legal pela justiça (TRF). Não podemos aceitar as pressões pelo fim do movimento. Se os mais antigos vão receber a URP este mês é por causa da pressão que a greve vem fazendo.”
Fonte: CorreioWeb
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