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Publicado: 7/06/2010 | 15:13
SP: SERVIDORES EM GREVE TENTAM ACORDO COM TJ
Os servidores do judiciário paulista, em greve desde o dia 28 de abril, tentam hoje, mais uma vez, negociar com o Tribunal de Justiça do Estado. Às 15h, o comando de greve, que representa os servidores - escrivães, oficiais de Justiça, assistentes, entre outros – se reúne com a comissão de negociação da Corte para discutir as reivindicações da categoria.
Os servidores do judiciário paulista, em greve desde o dia 28 de abril, tentam hoje, mais uma vez, negociar com o Tribunal de Justiça do Estado. Às 15h, o comando de greve, que representa os servidores - escrivães, oficiais de Justiça, assistentes, entre outros – se reúne com a comissão de negociação da Corte para discutir a reposição salarial, a atualização financeira dos auxílios e o fim do desconto de remuneração dos servidores em greve, autorizado pelo TJSP através do ato GP 258, no dia 1º de junho.
Os debates foram reiniciados na quarta-feira passada, após assembleia da categoria, quando cerca de 500 servidores de diversas cidades do Estado foram ao prédio do tribunal para pressionar o desembargador presidente, Antonio Carlos Viana Santos, a retomar as conversas. O comitê do TJSP, composto pelo desembargador Antônio Carlos Malheiros e juízes auxiliares, recebeu os representantes dos servidores para formalizar seus pedidos. Até o momento, a categoria tem como conquista o Plano de Cargos.
O presidente Sindicato União dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo e Diretor Adjunto de Organização Sindical da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Wagner José de Sousa, garantiu que a categoria está fazendo o possível para que haja um avanço nas negociações com o TJ e a greve chegue ao fim.
“Nós queremos o reajuste de 20,16% e a atualização financeira dos nossos auxílios refeição, saúde e creche-escola, porque os valores que recebemos estão defasados há quatro anos. Não estamos pedindo aumento, é reposição salarial referente à inflação de 2008 e 2009”, disse. Segundo ele, a categoria recebe R$50 para saúde e R$5 para alimentação.
O TJ e o Governo do Estado conseguiram na Justiça uma penalidade diária de R$100 mil para os diretores do Sindicato, caso a greve continue, mas Wagner Sousa já adiantou que a Entidade não pretende pagar o valor. “Em toda greve o patrão impõe algumas regras. Neste caso, o TJ fez que descontar todos os dias dos grevistas e nos aplicar essa multa para que paremos o movimento. Então entramos com uma medida administrativa, que está sendo analisada, para que o valor não seja descontado dos salários dos servidores e também com um recurso no STJ e no STF para não pagarmos a multa”.
Na próxima quarta-feira, segundo o TJSP, o pedido de suspensão do desconto das faltas será votado na sessão do Órgão Especial da Corte. As entidades já tentaram derrubar o julgamento por meio de um dissídio coletivo impetrado pelo Sindicato União (fato inédito no serviço público), mas o magistrado Luiz Carlos Ribeiro dos Santos negou o pedido. No mesmo dia, uma nova assembleia dos servidores decidirá se a greve continua. A paralisação chegou a alcançar cerca de 40% dos servidores no Estado.
CSPB – SECOM com informações do Valor Econômico
Os debates foram reiniciados na quarta-feira passada, após assembleia da categoria, quando cerca de 500 servidores de diversas cidades do Estado foram ao prédio do tribunal para pressionar o desembargador presidente, Antonio Carlos Viana Santos, a retomar as conversas. O comitê do TJSP, composto pelo desembargador Antônio Carlos Malheiros e juízes auxiliares, recebeu os representantes dos servidores para formalizar seus pedidos. Até o momento, a categoria tem como conquista o Plano de Cargos.
O presidente Sindicato União dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo e Diretor Adjunto de Organização Sindical da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Wagner José de Sousa, garantiu que a categoria está fazendo o possível para que haja um avanço nas negociações com o TJ e a greve chegue ao fim. “Nós queremos o reajuste de 20,16% e a atualização financeira dos nossos auxílios refeição, saúde e creche-escola, porque os valores que recebemos estão defasados há quatro anos. Não estamos pedindo aumento, é reposição salarial referente à inflação de 2008 e 2009”, disse. Segundo ele, a categoria recebe R$50 para saúde e R$5 para alimentação.
O TJ e o Governo do Estado conseguiram na Justiça uma penalidade diária de R$100 mil para os diretores do Sindicato, caso a greve continue, mas Wagner Sousa já adiantou que a Entidade não pretende pagar o valor. “Em toda greve o patrão impõe algumas regras. Neste caso, o TJ fez que descontar todos os dias dos grevistas e nos aplicar essa multa para que paremos o movimento. Então entramos com uma medida administrativa, que está sendo analisada, para que o valor não seja descontado dos salários dos servidores e também com um recurso no STJ e no STF para não pagarmos a multa”.
Na próxima quarta-feira, segundo o TJSP, o pedido de suspensão do desconto das faltas será votado na sessão do Órgão Especial da Corte. As entidades já tentaram derrubar o julgamento por meio de um dissídio coletivo impetrado pelo Sindicato União (fato inédito no serviço público), mas o magistrado Luiz Carlos Ribeiro dos Santos negou o pedido. No mesmo dia, uma nova assembleia dos servidores decidirá se a greve continua. A paralisação chegou a alcançar cerca de 40% dos servidores no Estado.
CSPB – SECOM com informações do Valor Econômico
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