"Nós, do serviço público, estamos no momento radiantes com a situação da postura mundial, visto que todo conceito que se tinha anteriormente era de que o estado atrapalha e não ajuda. No entanto, com a crise mundial que se desenvolveu nos meses do ano passado, e início deste ano, verificamos que, se não fosse a interveniência efetiva do poder público com seus recursos - veja os Estados Unidos e outros países - a crise estaria hoje criando um caos tremendo". Leia a íntegra do artigo do vice-presidente da CSPB, Marcos Vinicius Gomes Pedro.

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Destaques Publicado: 19/08/2009 | 10:59

ARTIGO: ESTADO FORTE

"Nós, do serviço público, estamos no momento radiantes com a situação da postura mundial, visto que todo conceito que se tinha anteriormente era de que o estado atrapalha e não ajuda. No entanto, com a crise mundial que se desenvolveu nos meses do ano passado, e início deste ano, verificamos que, se não fosse a interveniência efetiva do poder público com seus recursos - veja os Estados Unidos e outros países - a crise estaria hoje criando um caos tremendo". Leia a íntegra do artigo do vice-presidente da CSPB, Marcos Vinicius Gomes Pedro.

Nós, do serviço público, estamos no momento radiantes com a situação da postura mundial, visto que todo conceito que se tinha anteriormente era de que o estado atrapalha e não ajuda. No entanto, com a crise mundial que se desenvolveu nos meses do ano passado, e início deste ano, verificamos que, se não fosse a interveniência efetiva do poder público com seus recursos - veja os Estados Unidos e outros países - a crise estaria hoje criando um caos tremendo, coisa que se anuncia como já em início de superação, que se dará antes do fim do nosso ano fiscal.

Isso vem provar o quanto é importante o estado forte, em contrapartida à filosofia daqueles que querem o estado mínimo, que interessa aos princípios do capitalismo selvagem e não à sociedade como um todo, porque o lucro da sociedade está na qualidade e, cada vez melhor, do serviço público. Agora, para se ter um serviço público qualificado, a necessidade não é das políticas ultimamente empregadas pelos governantes do nosso estado e do nosso município, de não fazer os concursos públicos para preenchimento das vagas efetivas, dando uma dinâmica para responsabilidade maior a esses setores, porque, com o servidor público, a máquina é administrada pelo poder público. Com o serviço sendo passado a terceiros - o servidor, só fiscalizando - está provado aí a orgia que se forma em corrupções desenfreadas em todos os sentidos.

SERVIÇO PÚBLICO DE QUALIDADE
Vejam o exemplo que estamos tendo na Casa Legislativa maior desse país, que é o Senado. A vergonha de medidas secretas e nomeações não publicadas, enfim, uma série de desacertos que condenam, efetivamente, a liberalidade do serviço público. Temos uma Constituição. Devemos cumpri-la tendo cada vez mais um serviço público de qualidade, feita através de concurso, do plano de carreira, do plano de cargos e vencimentos condignos, para que tenhamos sempre servidores prontos a servir a população como um todo, e não tendo servidores a servir os dirigentes eventuais, com mandato de quatro anos de duração, enquanto que o servidor público tem pelo menos 30 ou 35 anos de serviço.
Portanto, vamos fazer uma reflexão, vamos ter um ano eleitoral de grande relevância para o próximo ano. Vamos pensar sério. Vamos reformular essas políticas e trazer o fortalecimento maior do estado. E, para que isso aconteça, tem de se investir naquela que é a peça fundamental de qualquer segmento: o trabalhador do setor público, que é o servidor público. Esse servidor tem que ser prestigiado cada vez mais para que ele possa oferecer lucros cada vez maiores para beneficiar toda a sociedade.

GRIPE SUÍNA & DENGUE
Até a primeira semana de agosto no Rio de Janeiro, o número de óbitos em decorrência da gripe suína chegou a 28 e, no país, pelo menos 180. Não podemos esquecer que já somos vítima também de outro problema sério, que é a dengue. No ano passado, o Rio de Janeiro enfrentou sua pior epidemia de dengue da história, com 156 mortos e, segundo a imprensa, desde o início deste ano, 117 casos da doença já foram detectados. Cadê a vacina contra a dengue?

A capacidade dos nossos cientistas é muito grande, só não há incentivo dos governos porque não há transferência dos recursos necessários a essas pesquisas, pois é preferível que elas aconteçam lá fora, porque aí eles podem fazer o anúncio, como foi feito agora, de que o governo está importando vacinas para a gripe suína, mas que só chegará aqui a partir de outubro do no ano que vem em valores altos, para depois ela, já sido adquirida, poder ser fabricada no Brasil. Que absurdo!
Onde está a eficiência dos nossos grandes laboratórios como a Fiocruz, o Butantan e outros mais? Nós temos profissionais e cientistas muito dedicados a esse processo. Só é preciso ter os recursos porque ninguém pode trabalhar sem tranqüilidade. E isso é que está avassalando o serviço público.

INTEGRAÇÃO MAIOR
Estamos com os policiais intranqüilos, as forças militares não muito satisfeitas e um serviço público desacreditado, porque se prefere adjudicar a ONGs, a serviços terceirizados, a coisas que não trazem produção efetiva, porque não tem co-responsabilidade. Então, em razão disso, o que nós temos que fazer, companheiros, é lutar para a sociedade brasileira se integrar cada vez mais. E para que ela fique completamente integrada e independente, precisa de uma estrutura de setor público perfeita, ou seja, trabalhando em prol de todos para o lucro de todos, e não de alguns, como é a filosofia da globalização.

Agora, o fiasco dessa crise internacional prova que, realmente, se não existisse o estado, a coisa estava sem fim determinado. Portanto, vamos ressurgir o estado, vamos fazer o Brasil cada vez maior. Vamos fazer com que o Estado do Rio volte a ser o tambor de ressonância em todos os sentidos, seja ele cultural ou educacional e, acima de tudo, ter aquilo que Deus nos deu que é a benesse de ser o ponto de turismo mais avançado da América Latina. Só falta trabalhar para este sentido.

E para que isso se realize em sua plenitude é necessário ter um serviço público bem equacionado, em todos os sentidos. E para isso precisamos daquela figura impoluta que é o servidor público, seja civil ou militar. Vamos lutar cada vez mais para o engrandecimento da nossa terra, mas antes de tudo bater no peito e dizer que o Brasil é nosso e só pode ser dividido por aqueles que estão aqui, e não pelas correntes financeiras do exterior. Vamos em frente e salve o Brasil, porque Deus é brasileiro.

 

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