CSPB repudia tentativa de assassinato da vice-presidente argentina, Cristina Kirchner

2/09/2022 | 08:14


João Domingos Gomes dos Santos, Presidente da CSPB


A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB repudia veementemente a tentativa de assassinato da vice-presidente argentina, Cristina Kirchner. Segundo o ministro da Segurança do país, Aníbal Fernández, o homem seria um brasileiro de 35 anos de nome Andrés Sabag Montiel. Ele portava uma arma de calibre 38 carregada com cinco balas, mas que felizmente falhou na hora do disparo.


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O caso acende um alerta para as lideranças políticas, sindicais, sociais e ambientais da região. Recentemente no Brasil tivemos evidentes crimes políticos e outros tantos por motivação política. Os casos de Chico Mendes, Dorothy Stang,  Marielle  Franco, Bruno Pereira e Dom Phillips, Marcelo Arruda, estão entre os mais notórios entre uma centena de crimes em que vidas foram subtraídas por fanáticos motivados por discursos de ódio ou por esquemas de poder na iminência de serem revelados.

Os crimes políticos são os piores, pois representam um atentado à democracia e às liberdades que asseguram ao cidadão a possibilidade de intervir no poder público pelos mecanismos mais civilizados e eficazes que conhecemos. A CSPB se posiciona firmemente na defesa dessas liberdades, mas sempre vigilante aos que desejam a liberdade destruí-las, tal como preconiza o filósofo Karl Popper em seu brilhante “Paradoxo da Tolerância” (saiba mais).

Compreendemos a necessidade, sobretudo neste momento de grande temperatura política, de que os esquemas de segurança das autoridades do poder público sejam reforçados e de estes evitem desnecessárias exposições. É uma triste mas necessária recomendação para o momento. Discursos de ódio eclodem, sobretudo diante das sucessivas derrotas eleitorais de radicais da extrema direita no nosso continente. Os grupos e redes sociais aonde esse ódio é compartilhado permanecem e se multiplicam, acionando gente capaz de colocar em prática àquilo que para alguns não passa de retórica vazia.  

Também precisamos lutar para mais investimentos do estado nos serviços de inteligência, de modo a identificar a formação, as fontes de financiamento e os caminhos de atuação que fazem com que esses  crimes sigam sendo praticados nas sombras, escondidos atrás de pequenos monitores e aparelhos celulares. Mais uma vez não será pelo capital que “desataremos esse nó” que ameaça a democracia e a vida dos cidadãos que a conduzem.



João Domingos Gomes dos Santos
Presidente da CSPB

 
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