CSPB e NCST integram mobilização das centrais contra alta os juros e aumento da carestia

15/06/2022 | 08:44



Lideranças sindicais afirmam que alta de preços atinge principalmente quem ganha menos. Taxa de juros será definida na noite desta quarta-feira (15)

 
Diretora de Assuntos da Mulher da CSPB, da NCST, da Fessp-Esp e do Sispesp, Kátia Rodrigues "Katita", discursando no  carro de som do ato das Centrais Sindicais contra a alta dos juros e o aumento da carestia na Avenida Paulista


Lideranças Sindicais da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB e da Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST participaram, nesta terça-feira (14/06) da mobilização das centrais sindicais contra o aumento dos juros e da carestia no país. O protesto ocorreu em frente ao prédio do Banco Central, Avenida Paulista, onde acontece nestes dias (terça e quarta-feira) a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deverá anunciar mais uma alta da taxa. A Selic deverá passar dos atuais 12,75% para 13,25%.

A manifestação era contra, além dos juros altos, o aumento da inflação, que prejudica principalmente as famílias de menor poder aquisitivo. A inflação oficial, medida pelo IPCA-IBGE, está acumulada em 11,73%. Durante o ato de ontem na Paulista, sindicalistas distribuíram pipocas, com o mote de que o governo está “pipocando” no combate a problemas como desemprego, fome e inflação.





A alta de preços impacta especialmente itens do dia, atingindo de forma mais intensa a população de baixa renda. Produtos da cesta básica, por exemplo, sobem muito acima da média da inflação. Além disso, parte significativa dos acordos salariais fechados neste ano, até agora, tem reajustes abaixo da variação do INPC (índice usado como referência nas negociações).

Kátia Rodrigues, diretora de Assuntos da Mulher do Sispesp, da Fessp-Esp  da CSPB e NCST-SP, lembrou que atualmente mais de 33 milhões de pessoas estão passando fome hoje no Brasil. “Enquanto os grandes bancos lucram  com os juros altos, a política de governo  privilegia os grandes investidores”, afirmou.
 
Servidores – “Essa política governamental de juros altos serve de desculpa para que os governos do Estado e Município não realizem concurso público e não concedam reajuste salarial, penalizando servidores. A recomposição de 10 e 20% concedida não chega nem perto de repor as perdas dos  salários do funcionalismo, que estão há cerca de 15 anos sem reajuste salarial, principalmente do Poder Executivo.  Resumindo, quem é prejudicada é a população e a classe trabalhadora”, criticou a dirigente da CSPB.
 
Kátia lembra que a reversão desse cenário deve ocorrer por meio do voto. “A mudança está em nossas mãos. Precisamos eleger candidatos comprometidos com a pauta da classe trabalhadora e, principalmente, das mulheres, as maiores prejudicadas com o desemprego durante a pandemia”, enfatizou.


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Secom/CSPB com informações da Fessp-Esp e da Rede Brasil Atual

 
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