SP: Servidores apostam nos protestos de 19 de junho

10/06/2021 | 09:22





por Paulo Passos


A principal conclusão da ‘live’ do Sindest, na noite de terça-feira (08/06), foi a de que é possível o funcionalismo público federal, estadual e municipal inviabilizar a Proposta de Emenda Constitucional PEC 32/2020.

Sindest é o sindicato dos 12 mil servidores estatutários de Santos e 4 mil aposentados. E a ‘pec’, enviada ao congresso nacional em setembro, pelo governo Bolsonaro, trata da reforma administrativa.
Os presidentes dos sindicatos dos servidores municipais de Santos, Várzea Paulista, Jarinu, Cajamar e Jaú participaram da ‘live’ transmitida semanalmente pelo Facebook e Youtube.


Pressionar os deputados


Na avaliação do Fábio Marcelo Pimentel, Sérgio Luiz de Oliveira Júnior ‘Serjão’ e Edenílson Aparecido de Almeida, além do diretor de comunicação do Sindest, Daniel Gomes, é possível derrotar o governo.

Para isso, eles apostam na mobilização dos trabalhadores, com outros setores sociais, em protestos como os de 29 de maio e sua sequência, em 19 de junho, a fim de pressionar os deputados.

O principal motivo da ‘live’ desta semana, segundo Fábio, presidente do Sindest, foi mostrar aos servidores da baixada santista e litoral que não estão sozinhos na difícil luta contra a reforma.


Bolsonaro perde força


“A categoria também se organiza no interior, na capital paulista e em todos os estados da federação, no movimento denominado ‘Basta’. E haveremos de vencer essa batalha”, disse o anfitrião.

Serjão, que representa os 9 mil servidores de Várzea, Jarinu e Cajamar, adiantou que participará do protesto de 19 de junho e que mobilizará a categoria para o evento.

“Bolsonaro já não tem mais o alinhamento de muitos deputados que foram eleitos na sua onda, em 2018. E a tendência é que esse número diminua, ainda mais agora, com os protestos de rua”, disse o sindicalista.


Tirar batatas podres do saco


Edenílson, que representa os 4 mil servidores de Jaú, concorda: “Estamos marcando os deputados para que estejam ao nosso lado. E conscientizando os servidores para que se organizem mais”.

Para ele, nas eleições de 2022, os eleitores “devem tirar as batatas podres do saco, aqueles deputados que votam contra os interesses dos trabalhadores e do país no congresso”.

O apresentador da ‘live’, Willian Ribeiro, destacou que o movimento, na baixada e litoral, “está de olhos bem abertos” nos deputados Bozzella Júnior (PSL) e Rosana Valle (PSB).


Unidade nacional


Daniel Gomes ressaltou a participação dos estudantes nos protestos de 29 de maio e disse que será maior no dia 19. “Eles estão sendo os catalizadores das manifestações aqui e em outras localidades”.

“É muito bom ver a juventude incentivando os trabalhadores a lutarem contra o desmonte do estado brasileiro proposto pela ‘pec’. O centro dos estudantes de Santos (CES) é exemplar”, disse Daniel.

“O que nos faltava era uma unidade nacional, que o movimento ‘Basta’ veio suprir, por enquanto de forma virtual na maioria das regiões”, disse Fábio Pimentel.


Enfraquece os sindicatos


Serjão classificou a reforma de ‘desforma’ e defendeu que o povo também se levante contra ela, pois, se aprovada, desmantelará os serviços públicos, que passarão a ser pagos, segundo ele.

Edenílson alertou que, além de prejudicar os servidores e a população, a ‘pec’ visa também enfraquecer os sindicatos, o que já foi feito em parte, segundo ele, com a reforma trabalhista.

Daniel, no encerramento da ‘live’, destacou que a reforma não atinge a classe política, juízes e militares, prejudicando apenas os servidores, cuja maioria tem salários entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.



Fonte: Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos - Sindest

 
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Em vídeo, João Domingos Gomes dos Santos destaca papel indispensável dessas categorias, evidenciado, sobretudo, durante o enfrentamento heroico contra a pandemia coronavírus.