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CSPB em destaque no Fórum Internacional em Defesa da Previdência Social Pública e Solidária

28/06/2019 | 20:30



Com significativa participação no evento internacional, a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, uma das organizadoras do evento, foi representada pelo presidente João Domingos Gomes dos Santos na 1º mesa de debatedores do Fórum realizado na capital argentina.





Nesta sexta-feira (28), a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, em conjunto com a Confederação Latino-americana e do Caribe de trabalhadores Estatais (CLATE); com a Internacional de Serviços Públicos Interamérica (ISP); com a  Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul (Fessergs) e a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social do Brasil, realizou, em Buenos Aires, o Fórum Internacional em Defesa da Previdência Social Pública e Solidária. O evento contou com a participação de lideranças sindicais, especialistas e autoridades do continente com a finalidade de debater o desafio de preservar a universalidade e a sustentabilidade dos sistemas de previdência dos países latinos. O Presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, representou a entidade na mesa de debatedores do evento juntamente com o Diretor de Relações Internacionais da entidade, Sérgio Arnoud.  


Participação da CSPB




João Domingos Gomes dos Santos, Presidente da CSPB

 
Em discurso, Domingos destacou a importância de ações conjuntas, multinacionais, para barrar retrocessos e fez uma breve análise de conjuntura sobre as similaridades e desafios dos países Latino-americanos.
 
“Nós queremos inaugurar uma nova forma de fazer sindicalismo, a partir do setor público, que seja um contraponto, uma resposta à nova forma do mundo funcionar que, nos tempos atuais, tanto penaliza a classe trabalhadora na nossa região. Desde 1989, com o Consenso de Washington, o mundo funciona globalmente. Divididos em blocos econômicos, geopolíticos e sociais, ainda assim, as conexões globais se fortalecem. Com o avanço das novas tecnologias e das circunstâncias políticas resultantes, estamos sob o comando de grandes corporações, sobretudo do mercado financeiro, atuando diretamente sobre as pessoas ou sobre as organizações locais. Isso relativiza muito a importância e o poder de intervenção dos Estados Nacionais, Provinciais e Municipais. A América Latina sempre funcionou de forma cíclica e sincronizada, alternando, simultaneamente, governos conservadores, progressistas e ditaduras militares. Hoje estamos abraçados sob o ciclo dos governos ultra-liberais. Precisamos interromper esse movimento de privatização dos sistemas previdenciários, que encontra no modelo de capitalização sua versão mais perversa”, denunciou o presidente da CSPB.

João Domingos reforçou a necessidade do sindicalismo se reinventar na direção de criar mais mecanismos de intervenção política diante da enorme discrepância econômico/financeira em relação aos conglomerados do mercado financeiro e corporativo.

“Sem a participação das organizações sociais nas esferas de decisão da condução política e de gestão, o que observamos é resultado da evolução da teoria do estado mínimo para a teoria do estado nenhum. Estado nenhum na dimensão de prestador de serviços públicos; Estado nenhum na dimensão de garantidor da justiça social; Estado nenhum na dimensão de garantir a paz social. É o Estado se reduzindo a não mais que três a quatro funções: um aparato repressor para reprimir quem contesta o regime; um aparato arrecadador para repassar o resultado para o setor privado; um aparato de intervenção no mercado através de agências reguladoras que sempre regulam a favor das empresas e nunca do usuário. Enfim, esse evento tem a obrigação de ser histórico, de inaugurar e ousar no combate a esse novo e cruel modelo de Estado que desumaniza a economia, que transforma o ser humano em uma mera engrenagem de um sistema de concentração e acumulação de riquezas nas mãos de poucos, em detrimento do sofrimento de muitos. Somente unidos conseguiremos fazer frente a essa poderosa estrutura de fomento da miséria social em nossos países. Em encontros como esse, elaboramos estratégias de ação conjunta e fortalecemos o impacto das nossas ações”, destacou o líder sindical.



Sérgio Arnoud, Diretor de Relações Internacionais da CSPB


O Diretor de Relações Internacionais da CSPB e Presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud, relatou o trabalho realizado pelas entidades sindicais brasileiras com objetivo de barrar a “reforma” da Previdência no Congresso Nacional ou, no mínimo, barrar os pontos mais críticos do projeto, com destaque para a derrubada do modelo de capitalização; a derrubada da desconstitucionalização de matérias previdenciárias além de preocupações relacionadas aos custos da transição do modelo (atual) de repartição para o de capitalização. Arnoud recordou as grandes mobilizações e a recente greve geral que forçou a base do governo a alterar pontos da proposta.

“Desejamos manter nosso sistema público e solidário, no caminho inverso dos objetivos cruéis pretendidos pelo mercado e governo brasileiro nessa fracassada política econômica de perfil neoliberal. Sabemos que o desafio é grande, mas estamos seguros de que, unidos, com estratégia e objetivos comuns, podemos reverter este triste cenário de retrocessos", concluiu Arnoud. 


Abaixo, acompanhe 4 vídeos gravados da transmissão ao vivo do evento pela página oficial da CLATE no Facebook:


1º VÍDEO



 

2º VÍDEO






3º VÍDEO





4º VÍDEO





OBS: No canto inferior direito da tela de exibição dos vídeos acima, ajuste o volume do link



* A partir dos 35 minutos de exibição do 1º VÍDEO, acompanhe a participação do Presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, João Domingos Gomes dos Santos


** A partir das 1 hora e 33 minutos de exibição do 4º VÍDEO, acompanhe a participação do Diretor de Relações Internacionais da CSPB, Sérgio Arnoud.





Secom/CSPB
 
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24 de Maio: Presidente CSPB convoca filiadas e cerrarem fileiras em defesa da imediata redemocratização do país. Segue a íntegra do pronunciamento: