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CSPB destaque no UOL Economia ao rebater ofensas do ministro Guedes ao funcionalismo

10/05/2019 | 07:41


"Essa declaração é tão estapafúrdia, tão absurda, que nos autoriza a concluir uma coisa: o ministro sequer sabe o que é servidor público", declarou o presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos.




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por Afonso Ferreira



A CSPB (Confederação dos Servidores Públicos do Brasil) rechaçou as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que funcionários públicos têm parte da culpa pela "roubalheira" que atingiu o país nos últimos anos.


"Essa declaração é tão estapafúrdia, tão absurda, que nos autoriza a concluir uma coisa: o ministro sequer sabe o que é servidor público", Joao Domingos Gomes dos Santos, presidente da CSPB.


As declarações de Guedes foram feitas ontem à noite, durante audiência pública na comissão especial da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Segundo o ministro, a categoria é responsável por "tomar conta das coisas públicas", mas não teria cumprido seu papel.

Para o presidente da CSPB, Guedes confundiu funcionário público, que é concursado, com agente público, que é nomeado. Segundo Santos, os "funcionários públicos são guardiões da moralidade e da boa gestão" e "às vezes, não conseguem superar a ganância e a corrupção dos agentes públicos".


"Rechaçamos, rejeitamos e devolvemos aos políticos e aos agentes públicos, como ele [Guedes] a responsabilidade pela corrupção no setor público do Brasil", João Domingos Gomes dos Santos, presidnete da CSPB



Entidade vai pedir retratação



Santos afirmou que a entidade vai pedir oficialmente uma retratação do ministro da Economia. De acordo com o sindicalista, as declarações de Guedes representam um grande dano moral ao funcionalismo público. "Isso é um agravante ao desrespeito com que os servidores públicos são tratados."


Sindicato lembra que ministro é investigado


A Fenafisco (Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital), que representa servidores fiscais, como auditores, também criticou a declaração de Guedes.

Em nota, a entidade disse que, "além de generalista e desprovida de critérios jurídicos básicos, a fala fere o princípio da presunção da inocência", previsto na Constituição, pelo qual "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória".

A federação também afirmou que o próprio ministro é investigado pela Polícia Federal, a pedido do Ministério Público Federal por suspeitas de fraude na gestão de fundos de pensão de estatais, e que o TCU (Tribunal de Contas da União) abriu processo para apurar supostas irregularidades em negócios feitos por uma empresa do próprio ministro com fundos de pensão patrocinados por estatais.

"Acreditamos que o Brasil já sofre uma polarização maléfica e repudiamos este tipo de manifestação, que dificulta o diálogo e distancia setores da sociedade que deveriam estar unidos na busca por soluções para melhorar a nossa economia, diminuir a desigualdade e incentivar o emprego e a renda", afirmou.




Fonte: UOL Economia
 

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