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Política fiscal da tragédia

3/09/2018 | 10:06




A continuidade da política econômica que impõe congelamento de investimentos essenciais como saúde, educação, ciência, políticas públicas sociais – resultante da Emenda Constitucional 95 – dissemina tragédias humanitárias, amplia a violência e cria uma perspectiva desalentadora para as duas décadas em que o país pretende reduzir seus custos per-capita com direitos trabalhistas e sociais, simultaneamente à falta de restrições com os custos orçamentários relacionados às finanças. Na prática, nosso país está cada vez mais se consolidando como paraíso do rentismo, do capital improdutivo, e da mão de obra escravizada.

O desmonte do Estado na sua dimensão de prestador de serviços à população, é a mais criminosa agenda já implementada contra arcabouço de leis que de proteção social resultante da Constituição de 1988. Tragédias se sucedem no mesmo ritmo dos cortes orçamentários.

Impossível não relacionar o incêndio do Museu Nacional do Rio de janeiro, com o descaso e a negligência com mais de 200 anos de história que viraram cinzas neste domingo (02/09). O desmonte das universidades transforma o fatídico incêndio em tragédia anunciada. Problemas nas instalações elétricas, cortes de verbas, funcionários que precisam organizar vaquinhas são exemplos do resultado direto da omissão do Estado. Lamentável uma nação que não sabe preservar o passado.

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, lamenta a grave tragédia e repudia a continuidade dessa política austericida que concentra renda, amplia as desigualdades, dilapida o patrimônio nacional e aniquila a esperança de uma país prospero e solidário.
 



 
João Domingos Gomes dos Santos
Presidente da CSPB

 

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24 de Maio: Presidente CSPB convoca filiadas e cerrarem fileiras em defesa da imediata redemocratização do país. Segue a íntegra do pronunciamento: