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RS: Fessergs critica alteração em aposentadorias especiais e diz que estado tem é crise de receita

19/07/2017 | 07:13




O Jornal Zero Hora de segunda-feira, 17 de julho, publicou ampla reportagem sobre o número de servidores estaduais inativos, mais uma vez colocando a culpa da crise financeira do estado no funcionalismo, esquecendo que se há um grande déficit de trabalhadores públicos ativos é por conta da falta de concursos para suprir estas vagas e que o envelhecimento é um fato natural incontrolável, assim como o crescimento vegetativo da folha. Abaixo a posição da Fessergs e em seguida o link com a reportagem completa.






Sindicatos repudiam alterações nas regras



A possibilidade de mudanças previdenciárias, principalmente nas aposentadorias especiais, é alvo de resistência no funcionalismo. O presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado (Fessergs), Sérgio Arnoud, diz que, antes de cogitar alterar as regras, o Palácio Piratini deve trabalhar para ampliar a capacidade de arrecadação.

— O que o Estado tem é uma crise de receita, e precisa enfrentar isso. É necessário rever os critérios das isenções fiscais, cobrar devedores com maior eficiência, exigir as compensações da Lei Kandir, combater a sonegação e não simplesmente jogar a conta nas costas dos servidores. Extinguir benefícios quando nem o salário é pago em dia é absurdo. Já estamos sendo sacrificados — lamenta Arnoud.

O líder sindical afirma que a aposentadoria especial é compensação justa a professores e a servidores da segurança pelo tipo de atividade que exercem e pela importância de suas funções para a população:

— São profissões extremamente desgastantes e, ao mesmo tempo, essenciais. Justamente por isso são tratadas de forma diferenciada em todos os países do mundo, e não poderia ser diferente.





Segundo o sindicalista, modificações poderiam se refletir na piora do serviço à população. Opinião compartilhada pelo presidente em exercício da Abamf — associação dos servidores de nível médio da Brigada Militar —, Solis Paim, que avalia as possíveis alterações como uma afronta:

— Não tem cabimento. Como vão querer que um PM corra atrás de vagabundo com 60, 65 anos? Isso não seria bom para ninguém, muito menos para a sociedade.





Fonte: Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul - Fessergs com informações do ​Jornal Zero Hora. 

 

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