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COP 20: A opção pública em políticas ecológicas

15/12/2014 | 15:20



Prestes a concluir a Cúpula sobre Mudança Climática das Nações Unidas- COP20 em Lima, Peru, a ISP enfatiza o papel especial de governos nacionais e estruturas locais para o desenvolvimento, implementação e monitoramento de políticas ecológicas.
 
"Os subsídios públicos para benefícios privados não são a solução", disse o secretário-geral da ISP, David Meninos. Depois de muitos anos de descentralização e os efeitos da crise económica e financeira, muitos governos locais precisam desesperadamente de financiamento. A solução é mais investimento em serviços públicos e não privatização.
 
Em particular, a ISP acredita que as energias renováveis devem fazer parte de qualquer estratégia de desenvolvimento sustentável.
 
"Muitas autoridades locais estão usando o financiamento e gestão pública para construir e operar instalações de energias renováveis. Isso leva à criação de "unidades descentralizadas de energia menores”.
 
A ISP não dá respaldo a "Economia Verde", como atualmente definida, por ela se tornar um compêndio de soluções neoliberais como "financiamento" e mercantilização da natureza e novas privatizações, em vez de políticas e ações climáticas para promoção de oportunidades de trabalho decente, que emergem de uma sociedade disposta a reduzir suas emissões.
 
Na COP20, a ISP, junto a Confederação Sindical Internacional (CSI) elaborou propostas para uma "transição justa" para os trabalhadores, ajudando a protegê-los em tempos de dificuldades. A entidade defende diálogo social com preservação de direitos, além do estíumulo a novos setores com objetivo de promover prosperidade e desenvolvimento sustentável.
 
De acordo com seu Congresso Mundial 2012, a ISP está mandatado para destacar o constante desafio de encontrar uma resposta sustentável para a degradação ambiental, a necessidade urgente de preservar os recursos naturais e resolver o problema do desemprego. A ISP também sublinha o fato de a frequência alarmante de desastres naturais (que cada vez mais têm a ver com a ação humana), ocorre devido a falta de políticas públicas e financiamento adequado dos serviços públicos que desempenham um papel importante em cada fase, desde a prevenção de desastres para a resposta de emergência, até a recuperação e restauração. Segundo a entidade, a pressão física e psicológica suportados pelos trabalhadores do setor público que realizam essas tarefas é enorme. Além disso, a ISP defende que a redução do quadro de trabalhadores e a privatização dos serviços públicos agravaram esses problemas.
 
Muitos sindicatos filiados à ISP  juntaram-se à Marcha Mundial em Defesa da Mãe Terra, em Lima  no último 10 de dezembro, assim como o secretário-geral da Fentap, Luis Isarra,  por sua incansável atividade no movimento operário e na preservação da água e do meio ambiente. 
 

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