fechar atenção

Busca não realizada!

Sua busca deve conter no mínimo 2 letras

​“Não vamos desistir do Brasil”

14/08/2014 | 17:14





 
por João Domingos Gomes dos Santos
 
O trágico acidente que levou à morte o ex-governador de Pernambuco e então presidenciável Eduardo Campos deixa consternada uma nação e, sem dúvida, reflexos importantes e duradouros para o país. Nesse sentido, o que mais dói não é o que perdemos, mas o que deixamos de ganhar com sua morte precoce.
 
No campo político, o país perde um grande articulador de consensos, um estrategista de princípio socialista e liderança nacional de futuro promissor. O processo eleitoral de 2014, especialmente no que se refere à disputa pela Presidência da República, sofre uma perda imensurável.
 
O projeto da candidatura de Eduardo Campos, tendo como vice a ex-senadora Marina Silva, se anunciava como única alternativa viável para a economia brasileira – ante a dicotomia PT-PSDB dos últimos 25 anos; com a retomada do desenvolvimento; retomada da ética e da eficiência na administração pública; das políticas públicas de forte cunho social, especialmente na área da educação. Retomada, ainda, da reindustrialização do país, de forma ambientalmente sustentável.
 
Independentemente do resultado das eleições, sua participação no processo eleitoral deixaria legados para aqueles que venham a ser os escolhidos para os poderes Executivo e Legislativo. A partir de outubro, estaria reservado para Eduardo Campos um amplo e significativo espaço para suas contribuições, com vistas ao novo rumo que o país terá de seguir, de forma a retomar o caminho do crescimento com justiça social.
 
Um projeto coerente com suas ações e atuações como parlamentar e gestor público, tendo exercido um mandato estadual e três no âmbito federal, além dos dois mandatos de governador, com 82,84% dos votos para reeleição e mais de 80% de respaldo à sua gestão, sendo o governador com maior índice de aprovação.
 
Trazendo para o campo da CSPB, extensivamente em referência aos servidores e aos serviços públicos, em especial, e aos trabalhadores em geral, estávamos em forte e permanente articulação para que um segmento político importante como o Partido Socialista Brasileiro - PSB abraçasse nossa causa em defesa do Estado Social de Direito.
 
Ingressei no PSB em setembro de 2013, a convite do então governador, e desde então, nas conversas que tivemos, ele ouviu nossa proposta e me fez um convite pessoal para ajudar a construir a base social do partido. Tive a oportunidade de colocar que a base filosófica para construir a almejada base social deveria partir da construção do Estado Social de Direito.
 
Em resumo, falei de um modelo de Estado viável, com vocação social, onde o interesse coletivo esteja acima do interesse individual. Um Estado aberto à participação popular, onde o homem seja o centro nas relações entre governo, mercado e sociedade. Nosso projeto causou forte aceitação por parte do candidato a presidente da República. Sua perda, portanto, deixa um prejuízo adicional para o Brasil e para os defensores do Estado Social de Direito.
 
Fazemos nossas as últimas palavras de Eduardo Campos como candidato, ao final da entrevista concedida ao Jornal Nacional às vésperas do trágico acidente: “Não vamos desistir do Brasil”.
 
Presidente da CSPB
 

.

Preencha o campo abaixo para receber todas as nossas notícias e informações diretamente no seu email! ;-)

João Domingos alerta que governo, ao "retirar" servidores municipais e estaduais da "reforma" da Previdência, pretende desmobilizar as manifestações contra a extensa agenda de retrocessos e jogar a conta da para governadores e prefeitos.