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BRASIL ELEGE DILMA E SERVIDORES PÚBLICOS TERÃO PRIORIDADE

1/11/2010 | 14:11

Cientes de seu poder na hora de depositarem os votos nas urnas, os servidores públicos conquistaram espaço privilegiado na lista de prioridades da presidenta da Republica eleita, Dilma Rousseff.

Pela proposta de Orçamento de 2011 em análise no Congresso, os poucos mais de 2 milhões de funcionários efetivos da União custarão aos cofres públicos R$ 184 bilhões no primeiro ano de governo da Dilma. Para os servidores, no entanto, essa fatura não é suficiente, o que se tem traduzido em constantes movimentos de greve.

A prevalecerem as ameaças atuais, pelo menos 30 carreiras prometem cruzar os braços no ano que vem. Apesar desse quadro nada animador, Dilma opta por uma postura conciliadora, deixando as portas abertas para a concessão de mais benefícios ao funcionalismo.

“Dilma em seus vários discursos deixou bem claro que irá valorizar os servidores públicos. Há uma expectativa do nosso lado, principalmente sobre questões da valorização salarial, estabilidade e segurança para que cada servidor possa ter tranqüilidade para prestar seus serviços, dessa forma o reflexo na sociedade será imediato. O servidor público viveu anos com uma mancha negra desde a época do Collor, quando fomos taxados de marajás e que não trabalhávamos, sentimos na pele a irresponsável gestão do Collor. Certamente os servidores vão cooperar com o governo, mas esperamos que haja o processo de abertura permanente de negociação, principalmente com as Centrais, o Lula nos abriu esse diálogo, e hoje vislumbramos com mais afinidade, em função da 151, nessa visão acreditamos que a negociação irá corrigir os desgastes que os servidores vem tendo, inclusive discriminatórios”, avaliou o diretor de finanças da CSPB, Fernando Borges.

Uma das preocupações da Categoria é perder o direito a um sistema previdenciário diferenciado. “O servi dor público vislumbra a estabilidade, temos que levar em conta que o custo de vida tem aumentado a cada ano e quando pensamos em aposentadoria, a ideia é levar ao pé da letra, pois as demandas no serviço público ao longo da atividade muito exige do profissional, e se não há a expectativa de uma aposentadoria “tranqüila”, infelizmente apenas nos aposentaremos na teoria, pois teremos que completar a renda, e é o que não pleiteamos”, disse o presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, João Domingos.

CONCURSO PÚBLICO


Dilma, por sua vez, promete ir além do presidente Lula, que somente nos últimos 34 meses autorizou a criação de mais de 92 mil vagas no setor público e prometeu abrir outras 10 mil a partir de novembro. Estão prometidos postos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na Polícia Federal, no Senado, no Banco Central, na Petrobras e na Receita Federal.

Diante desse quadro, Dilma vê como positivo o fato de o gasto com o funcionalismo ter saltado 163% entre 2001 a 2010. Independentemente da fartura de concursos promovidos no governo petista e de reajustes de quase 300% nos salários de parte do funcionalismo, a nomeação de pessoas de fora da administração para ocupar cargos de chefia e de assessoria continua sendo visto como um incômodo em relação à Dilma.

“Só existe uma maneira de garantir que haja eficiência no setor público, primeiro, é por meio de remuneração adequada. Tem que ter um preço médio de mercado adequado. Segundo, você tem que ter carreira, incentivar e valorizar o funcionário".

“A presidenta defende a continuidade do processo de concursos para fortalecer os servidores públicos no Brasil, me lembro deste compromisso dela quando disse que quem defende um Estado meritocrático e profissional não pode aceitar que as carreiras não sejam fortalecidas, dessa forma esperamos que os servidores de carreira ocupem cargos de relevânia no governo Dilma”, completou Domingos.

SECOM/CSPB, com informações.

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